Identificação e análise de riscos à saúde e segurança do trabalhador da construção civil utilizando sensoriamento vestível (wearable)

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Coorientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola Politécnica

Programa

Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

Esta pesquisa demonstrou que o uso de tecnologias de sensoriamento vestível pode agregar na forma como os riscos à saúde e segurança são identificados na construção civil. A partir da análise de dois canteiros distintos — um retrofit em Porto Alegre e uma obra convencional em Portão — foram mapeados 58 riscos ocupacionais, dos quais seis se mostraram críticos, principalmente em atividades de alta exigência física como a remoção de revestimentos e emboço. O perfil dos trabalhadores revelou jovens profissionais, com baixa escolaridade e experiência limitada, expostos a condições que vão além do esforço físico: 25% apresentaram sintomas de Transtorno Mental Comum (TMC), associados a fatores psicossociais como pressão por produtividade, insegurança nas tarefas e calor intenso. O monitoramento ambiental e fisiológico mostrou a influência direta do clima (temperatura externa) e das tarefas sobre parâmetros vitais, com elevação de frequência cardíaca e pressão arterial durante atividades críticas. Esses dados reforçam a importância das pausas programadas e redistribuição de tarefas como medidas de proteção efetivas. O estudo também avançou ao propor um modelo preditivo capaz de explicar 75% da variação do risco, evidenciando que sensores vestíveis podem apoiar a tomada de decisão em tempo real e antecipar situações de adoecimento físico e mental. Em síntese, os resultados revelam que a integração entre tecnologia, indicadores ambientais e atenção aos aspectos psicossociais não apenas amplia a visão sobre os riscos, mas também aponta caminhos concretos para a criação de canteiros de obra mais seguros, saudáveis e humanos.