Modelagem sistêmica e prospecção de cenários para a cadeia etanol do Rio Grande do Sul

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Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola Politécnica

Programa

Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
CNPQ – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
Resumo

Apesar da reconhecida expertise do Brasil no campo da produção de etanol, o Rio Grande do Sul, localizado na região sul do país, produz menos de 1% de sua demanda interna atual, realidade que obriga o Estado a importar etanol de outros estados, comprometendo assim recursos que poderiam geram riqueza e investimentos na economia local. Soma-se a isso o interesse do Governo Estadual em desenvolver esta cadeia até 2016. Apesar deste cenário favorável, a cadeia regional de etanol não demonstra crescimento mantendo-se em uma condição embrionária. O modelo de produção de etanol do Rio Grande do sul, diferentemente do modelo de agronegócio aplicado nos demais estados brasileiros, é baseada no modelo cooperativo em pequenas propriedades de agricultura familiar. O estudo de uma cadeia de produção deste importante biocombustível aplicado ao um modelo de produção baseada em unidades de produção multicultivares e com mão de obra familiar produção, oferece uma oportunidade única para geração de conhecimento sobre esse modelo que pode ser aplicada a outros regiões e países que apresentem esta particularidade. O presente trabalho propõe-se contribuir para esta discussão desenvolvendo o entendimento das inter-relações dos atores dentro desta estrutura complexa, através de um estudo de dinâmica de sistemas conforme proposto por Sterman (2000) com vistas à prospecção de cenários proposto por Van Der Heijden (2004). O estudo utilizou a combinação de pesquisa bibliográfica para coleta de dados qualitativos e quantitativos, obtidos através de referenciais bibliográficos e documentais, e de dois ciclos de entrevistas. A partir dos modelos mentais identificados nas entrevistas, utilizaram-se os conceitos de Sterman (2000), para construção do modelo sistêmico da cadeia. O trabalho, então convergiu para o estudo de cenários onde o modelo sistêmico serviu de base para simular a influencia das forças motrizes contextuais, identificando impactos ao longo da cadeia. O produto final deste trabalho é a análise do comportamento da cadeia frente aos possíveis cenários e, adicionalmente, a proposição de ações no sentido de preparar a cadeia de etanol do estado para minimizar os efeitos de possíveis eventos que podem ser previsto.