Modelo estocástico para auxílio à tomada de decisão em investimentos de geração de energia renovável a partir do portfólio e da aversão ao risco do investidor

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola Politécnica

Programa

Programa de Pós-Graduação em Engenharia de Produção e Sistemas

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

O Brasil possui uma matriz energética diferente da média mundial, onde a maior parte da geração elétrica é através de fontes renováveis. Entretanto, a expectativa de aumento da carga, os problemas causados pela queima dos combustíveis fósseis e os impactos ambientais das grandes hidrelétricas, são fatores que implicam na necessidade de aumentar a capacidade instalada de outras fontes renováveis. Tal aumento de capacidade requer investimentos em geração renovável, sendo que essa decisão é afetada por diferentes aspectos como a variabilidade na geração, as incertezas no mercado de energia, além da aversão ao risco do investidor, o portfólio de geração da empresa, entre outros. O trabalho apresenta um modelo estocástico de auxílio a tomada de decisão para investimentos em fontes renováveis que considerem esses fatores e maximizem o retorno esperado para um determinado nível de aversão ao risco. Dada as incertezas do problema, é utilizado o Conditional Value-at-Risk, CVaR, para modelar o risco do portfólio em relação aos cenários mais desfavoráveis de receita futura. Os cenários são gerados com base em históricos de geração e os dados de saída do NEWAVE, modelo de planejamento da operação de médio prazo. As simulações expõem como o portfólio atual e a opção de investimento se relacionam em termos de complementação energética. Também se evidencia o risco que a fonte intermitente acarreta à empresa através da avaliação do CVaR, contudo o portfólio atual da empresa pode servir de hedge para o investimento, reduzindo assim o risco do projeto. Os resultados obtidos mostram que a diversificação da capacidade instalada de geração da empresa e a composição complementar das fontes geradoras reduzem os riscos financeiros do portfólio do investidor. O nível de aversão ao risco do decisor também influencia a posição de mercado que a empresa deve adotar, tal que o modelo tende a soluções mais conservadoras a medida que o grau de aversão ao risco aumenta. Assim, confirmando a literatura a existência de um trade-off entre a aversão ao risco e o retorno esperado.