“Fica severamente prohibido cantar, assobiar ou conversar”: uma análise sobre o processo de disciplinarização da mão de obra operária na Metalúrgica Abramo Eberle (MAE) na primeira metade do século XX

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

O presente trabalho dedica-se a analisar o controle sobre os trabalhadores dentro do espaço fabril da Metalúrgica Abramo Eberle (MAE) na cidade de Caxias do Sul - RS durante a primeira metade do século XX, a fim de compreender como se deu o processo de disciplinarização do trabalho na nascente classe operária caxiense através de aparelhos de controle e de punição interno em um contexto onde a burguesia gaúcha se apropriar dos métodos de racionalização da produção, onde se objetivava ter a posse sobre o tempo do operário. O uso de fontes como os Regimentos Internos da Eberle (1924) e a caderneta de multa (1911), darão um panorama geral de como a empresa buscava cercear a liberdade dos seus operários a fim de concentrar o máximo possível da sua força de trabalho na produção – além do controle social e político. Além disso, foi buscado nas entrevistas de ex-funcionários da empresa informações sobre a disciplinarização que escapam do escopo das fontes documentais citadas anteriormente – e nos jornais – foi analisado os frutos dessa disciplinarização: a imagem de uma empresa ordeira, com operários laboriosos e disciplinados. Tudo isso para dar um panorama geral da disciplinarização em uma das maiores indústrias do Rio Grande do Sul na primeira metade do século XX, que mesmo pelo seu tamanho, conseguiu passar por nenhum processo massivo de greves e manifestações durante este período.


Tema (CNPq)

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TCC

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