A política comercial setorial e os efeitos do Mercosul: uma análise entre fluxos liberalizados e não liberalizados

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Gestão e Negócios

Programa

Programa de Pós-Graduação em Economia

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

Este estudo reavalia o impacto do Mercosul sobre os fluxos comerciais combinando métodos consolidados da literatura Gravitacional tradicional com técnicas recentes de Diferenças-em-Diferenças robustas à heterogeneidade. O diferencial da análise está em separar os fluxos comerciais em categorias específicas: comércio liberalizado e comércio não liberalizado. Essa distinção é importante porque a política comercial do Mercosul não é uniforme, já que alguns produtos tiveram suas tarifas intrabloco completamente eliminadas enquanto outros permaneceram protegidos por barreiras tarifárias. O objetivo geral da pesquisa é analisar o impacto da criação do Mercosul sobre os fluxos de comércio considerando as políticas setoriais aplicadas. A metodologia combina abordagens como: a aplicação de diferenças-em-diferenças robusta à heterogeneidade conforme Nagengast, Rios-Avila e Yotov (2024), a análise setorial que diferencia comércio liberalizado do não liberalizado, o controle simultâneo de três efeitos fixos utilizando o estimador Poisson Pseudo Maximum Likelihood (PPML) e a inclusão das expansões do bloco. Os resultados mostram que o Mercosul teve impacto positivo e significativo sobre o comércio entre seus membros nas análises realizadas e o comércio não liberalizado apresentou os maiores ganhos. Esse comportamento sugere a presença de proteção intrabloco e externalidades comerciais induzidas pela própria integração regional. A pesquisa contribui para a literatura ao demonstrar que, embora o Mercosul tenha estimulado o comércio, a proteção seletiva compromete a eficiência econômica do bloco e limita seu potencial de integração mais profunda, evidenciando a necessidade de repensar as políticas comerciais para promover liberalização mais uniforme e maior coesão econômica entre os países membros.