Dinâmicas do campo da educação de surdos na revista espaço

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Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em Educação

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

A presente tese investiga as dinâmicas que constituem o campo da educação de surdos a partir da análise de edições da Revista Espaço, publicadas entre 1990 e 2002 pelo Instituto Nacional de Educação de Surdos, INES. A pesquisa inspira-se teoricamente nos estudos foucaultianos e na perspectiva da translinguagem. Teve como objetivo identificar e problematizar as dinâmicas que constituem o campo da educação de surdos. A translinguagem, neste contexto, não se limita ao uso de múltiplas línguas, mas abre espaço para pensar a educação de surdos além da centralidade linguística, incorporando outras dimensões. A Revista Espaço foi escolhida como material de pesquisa enquanto espaço de produção e circulação de saberes que configura e reflete as disputas, as tensões e as transformações no campo da educação de surdos no Brasil. Metodologicamente, a pesquisa se divide em dois movimentos analíticos: o primeiro examina os sumários das 19 primeiras edições da Revista Espaço; o segundo, analisa 42 textos selecionados, a partir dos quais, na busca por dinâmicas, foram recortados 96 excertos. Após sua leitura, o desenvolvimento analítico evidenciou a presença de dinâmicas a partir das quais foram elaborados os seguintes conjuntos de sentido: 1) pensamento antagônico, 2) linguagens diversas; e 3) coletividade. A partir dessas análises sustento a tese de que as dinâmicas antagônicas recebem mais relevância nos materiais selecionados, ofuscando muitas vezes outras dinâmicas que também compõem o campo da educação de surdos. Por fim, a pesquisa espera contribuir, a partir das discussões desenvolvidas, para reflexões sobre as políticas e práticas educacionais, bem como para repensar a educação em uma perspectiva mais aberta e menos polarizada, capaz de valorizar as dinâmicas presentes na educação de surdos e no ambiente escolar, como a convivência coletiva e as diversas linguagens que permitem o viver coletivo de forma digna a todos os que o frequentam.