Simulação e análise de diferentes tecnologias de módulos fotovoltaicos aplicados em uma edificação residencial vertical

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Coorientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola Politécnica

Programa

Programa de Pós-Graduação em Engenharia Mecânica

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

O Brasil enfrenta um aumento contínuo da demanda de energia, e um grande desafio para edifícios sustentáveis é reduzir o consumo de eletricidade e, ao mesmo tempo, suprir sua própria demanda de energia com autogeração. Os edifícios residenciais são responsáveis por 26% do consumo nacional de eletricidade. É necessário buscar novas fontes de energia para diversificar e complementar a matriz energética. A energia solar fotovoltaica integrada e/ou aplicada em edifícios está crescendo em todo o mundo e pode ser uma alternativa interessante para o Brasil devido às suas características modulares e à radiação solar disponível. Este trabalho tem como objetivo analisar o comportamento energético de uma edificação residencial com geração de energia solar fotovoltaica aplicada na envoltória e comparar o desempenho de diferentes tecnologias de células fotovoltaicas, local da edificação, diferentes orientações e, avaliar a possibilidade desta geração suprir o consumo típico de um edifício residencial. As simulações foram realizadas utilizando o software EnergyPlus para Porto Alegre/RS e Recife/PE. O modelo de construção é um típico edifício residencial e foi definido a partir do padrão de construção atual e dados estatísticos. Neste estudo se considera a aplicação de geração fotovoltaica em superfícies opacas do edifício com as tecnologias de silício monocristalino, multicristalino e amorfo, e das tecnologias CIGS e CdTe. O sistema fotovoltaico possui 1605 m² de área instalada de módulos e foi dividido em cinco subsistemas, um para as análises na cobertura e os demais para cada orientação das fachadas verticais. Para a cidade de Porto Alegre, todas as tecnologias apresentaram uma produção suficiente para suprir a demanda da edificação, já para a cidade de Recife, apenas a tecnologias a-Si não produziu energia suficiente para suprir a demanda. A tecnologia que apresentou a maior geração por unidade de área em Porto Alegre e Recife foi a de silício monocristalino, com produção de 140,7 kWh ano/m² e 146,6 kWh ano/m², respectivamente. A partir dos resultados de geração, foram criadas relações entre a geração por área na cobertura versus a geração por área de fachada vertical. Para Porto Alegre, as fachadas verticais apresentam relações muito semelhante, exceto a fachada sul, sendo a fachada com melhor relação a leste com 1,73, seguida das fachadas norte com 1,75, oeste com 1,76, e a fachada sul apresentou uma relação de 3,30. Em Recife, a melhor fachada vertical para geração fotovoltaica é a fachada oeste, que apresentou uma relação de 1,39 vezes a área necessária para gerar a mesma quantidade de energia elétrica que a cobertura, seguida das fachadas leste com relação de 2,20, norte com 2,34 e por último a fachada sul com 2,69.