Os mecanismos de proteção cambial: o caso das micros e pequenas empresas brasileiras
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Atualmente o mundo é globalizado e as empresas realizam negócios entre si a partir das mais diversas localidades. Estas operações requerem a importação ou a exportação de produtos e serviços. Entretanto, para adquirir ou vender produtos no exterior, é necessário realizar a contratação de câmbio. A moeda estrangeira é considerada um produto e, portanto, possui um preço: a taxa de câmbio. No entanto, este preço varia constantemente pelos mais diversos fatores. As grandes empresas utilizam mecanismos de proteção cambial, conhecidos como hedge, para evitar variações exacerbadas e a quebra do fluxo de caixa. Entretanto, estes mecanismos são pouco conhecidos pelos micros e pequenos empresários que em sua maioria ficam expostos as variações constantes do câmbio. O presente estudo foi realizado com o objetivo de investigar as opções disponíveis de proteção cambial para os micros e pequenos empreendedores brasileiros. Para isso, foi realizada uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória, na qual foi selecionado três analistas de bancos comerciais e três pequenos empresários que trabalham com comércio exterior, através de amostragem teórica. A técnica de coleta de dados utilizada foi a entrevista com base em um roteiro de questionário semiestruturado, elaborado com base no referencial teórico e nas principais demandas do setor de comércio exterior. A pesquisa demostra que há diversos mecanismos disponíveis para os micros e pequenos empresários nos mercados de derivativos, câmbio e bancário. A partir das entrevistas foi possível identificar um conhecimento limitado dos mecanismos de hedge por parte do micro e pequeno empresário, a percepção das operações de proteção cambial como custo adicional, e uma falta de comunicação efetiva entre bancos e o empresariado deste porte, causado sobretudo pelo desconhecimento do tema. As empresas e instituições financeiras entrevistadas identificam a falta de conhecimento como o principal entrave para a realização da comercialização e utilização deste tipo de operação financeira. Por fim, este estudo apresenta sugestões das operações mais adequadas para os micros e pequenos empresários, além de considerações sobre a divulgação e ensino da importância das operações por parte dos bancos, com o objetivo de aumentar o conhecimento e o uso destes mecanismos neste setor.
