O substantivo como marca linguística da representação da mulher em notícias: uma análise enunciativa

Nível educacional (dc.audience.educationLevel)Graduaçãopt_BR
Orientador(a) (dc.contributor.advisor)Mello, Vera Helena Dentee de
Lattes Orientador(a) (dc.contributor.advisorLattes)http://lattes.cnpq.br/0914287756815896pt_BR
Autor(a) (dc.contributor.author)Redel, Alessandra
Curso (dc.curso)Letraspt_BR
Data de Disponibilização (dc.date.accessioned)2022-05-31T12:56:12Z
dc.date.available (dc.date.available)2022-05-31T12:56:12Z
Data da defesa / Data do evento (dc.date.issued)2020-07-01
Resumo (dc.description.resumo)Segundo Émile Benveniste, a linguagem, a subjetividade e a intersubjetividade são inerentes ao homem. Em outras palavras, o homem, por meio da linguagem, explicita a sua subjetividade e, ao instaurar-se como sujeito, torna-se também, automaticamente, intersujeito. Com base nesse postulado, o objetivo do presente trabalho é mostrar que, na língua em funcionamento, o locutor deixa rastros de sua presença no discurso, por meio dos quais produz sentidos e revela seu “mundo” (a referência). Para tanto, focaliza-se o uso do substantivo em duas notícias, a fim de mostrar que essa forma linguística, em sua sintagmatização com outras formas, faz emergir a intersubjetividade, promovendo semantizações e referência. O principal suporte teórico deste estudo é a Teoria da Enunciação de Émile Benveniste, a qual defende que toda enunciação implica um eu-tu-aqui-agora. A fim de contemplar, mais especificamente, as funções semântico-discursivas que podem ser desempenhadas pelo substantivo, consultaram-se: (i) alguns gramáticos considerados tradicionais − Rocha Lima (2005), Cegalla (2008), Cunha e Cintra (2008) e Bechara (2004) − os quais mencionam, principalmente, a função nomeadora dessa classe gramatical; (ii) alguns linguistas que contemplam a função adjetivadora do substantivo, como Moura Neves (2000 e 2018), Ataliba de Castilho (2014), Vilela e Koch (2001), Basilio (2004) e Perini (2005); (iii) as linguistas Ingedore Koch e Vanda Elias (2018), que abordam a função referenciadora das expressões nominais, cujo núcleo é o substantivo. A metodologia adotada segue o percurso proposto por Benveniste (1989): contempla-se, sucessivamente, o ato enunciativo, a situação em que ele se realiza e os instrumentos de sua realização. O caráter da pesquisa é qualitativo, e a amostra contempla duas notícias publicadas nos veículos de comunicação Jornal El País Brasil e Revista Época. A análise evidencia que o substantivo, em sintagmatização com outras formas linguísticas − geralmente o adjetivo −, não cumpre apenas uma função nomeadora, podendo ser também adjetivador (qualificador ou especificador) e referenciador textual. Mediante o uso de substantivos, em suas sintagmatizações, o locutor gera sentidos e age sobre o alocutário, buscando levá-lo a partilhar a mesma referência (visão de mundo). Em relação à construção do referente mulher, constata-se que os locutores de ambas as notícias, a partir do uso de substantivos ou outros recursos linguísticos, emitem julgamentos, por vezes negativos, acerca das condutas femininas.pt_BR
URI (dc.identifier.uri)http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/11521
Nome da instituição (dc.publisher)Universidade do Vale do Rio dos Sinospt_BR
Assunto (dc.subject)Substantivopt_BR
Assunto (dc.subject)Sintagmatização-semantizaçãopt_BR
Assunto (dc.subject)Adjetivaçãopt_BR
Assunto (dc.subject)Referenciaçãopt_BR
Assunto (dc.subject)Teoria da enunciaçãopt_BR
Título (dc.title)O substantivo como marca linguística da representação da mulher em notícias: uma análise enunciativapt_BR
Tipo de arquivo (dc.type)TCCpt_BR

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