Análise da aplicação do Selo Casa Azul em empreendimentos habitacionais verticais em Caxias do Sul, RS
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A indústria da construção civil apresenta reconhecida importância para a economia global, ao mesmo tempo em que se caracteriza como uma atividade geradora de impactos ambientais e sociais significativos. A incorporação de estratégias que proporcionem empreendimentos mais sustentáveis é essencial para que se possa contribuir com a minimização dos impactos e para a maior qualidade de vida das comunidades envolvidas. As certificações ambientais indicam diretrizes que podem garantir a realização de um empreendimento mais sustentável. O Selo Casa Azul, concedido pela Caixa Econômica Federal, se trata de um sistema de classificação desenvolvido para a realidade brasileira, considerando os aspectos regionais. Através do presente estudo se buscou verificar a viabilidade de aplicação desta metodologia. Os objetivos específicos são avaliar empreendimentos habitacionais verticais quanto a sua adequação ao Selo Casa Azul, identificar limitações existentes para atender aos requisitos e as relações com diferentes padrões construtivos e quais destes poderiam vir a ser mais facilmente atendidos a partir de alterações simples. A investigação está embasada em estudo de casos de empreendimentos habitacionais típicos de Caxias do Sul, RS subsidiados por diferentes fontes de recursos. Como resultado, verificou-se que o Selo Casa Azul demonstra uma relativa facilidade de aplicação sendo, portanto, uma ferramenta viável, apesar de terem sido necessários esclarecimentos junto à Caixa. No que concerne ao padrão construtivo, alguns critérios podem ser mais facilmente apreendidos quando não se tratam de recursos limitados, tendo sido observado, contudo, que parte da dificuldade de adequação deve-se às práticas das empresas e da própria construção civil. A partir dos resultados verificou-se ainda que nenhum dos empreendimentos avaliados atenderia ao Selo já que todos deixam de satisfazer a algum critério obrigatório, bem como nenhum atingiu ao menos 50% do total de critérios propostos. Dos 53 critérios, cerca de 25% não foram atendidos por todos os empreendimentos.
