Tarefas colaborativas e interculturalidade no ensino de espanhol a aprendizes de uma escola pública

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola da Indústria Criativa

Programa

Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada

Agência de fomento

UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Resumo

Esta tese apresenta o resultado de um projeto para alunos do nono ano do ensino fundamental, utilizando-se de tarefas colaborativas, a fim de promover o ensino-aprendizagem da língua espanhola e de observar se tais tarefas promovem a colaboração, o andaimento, a aprendizagem linguística e intercultural. Verificaram-se as percepções dos alunos sobre as tarefas realizadas nas aulas de espanhol, se eles acreditam que estas promovem a aprendizagem, oportunizam a participação, o andaimento e a colaboração entre eles para a aprendizagem da língua-alvo e, por fim, oportunizou-se aos docentes o conhecimento de um conjunto de tarefas colaborativas. Os dados foram gerados em uma escola municipal de Porto Alegre, em uma turma de nono ano do ensino fundamental. O projeto "As experiências locais na aprendizagem da língua espanhola como conhecimento de língua e cultura" continha uma variedade de tarefas colaborativas, com temas de estudo extraídos da realidade dos aprendizes. Essa proposta pedagógica foi desenvolvida em dois trimestres e integrou o planejamento da professora titular da turma, tendo feito, inclusive, parte da avaliação da disciplina e da autoavaliação dos alunos. Como suporte teórico, buscou-se apoio na teoria sociocultural de Vygotsky (1978, 1987,1988, 2000), Lantolf (2000, 2006, 2014), Lantolf e Poehner (2008), Mitchell, Myles e Marsden (2013), entre outros, nos estudos sobre cultura e interculturalidade de Fennes e Hapgood (1997), Abadía (2000) e Kramsch (1993, 1998, 2000, 2009, 2010, 2013), no ensino por projetos proposto por Hernández e Ventura (1998), Hernández (2004), Stoller (1997, 2002, 2006) e Sheppard e Stoller (1995) e nas tarefas colaborativas propostas por Wesche e Skehan (2002), Swain (1995, 1999, 2000, 2001, 2006), Swain e Lapkin (2001), Lima e Pinho (2007). Do ponto de vista metodológico, o cunho da pesquisa é qualitativo, interpretativista e intervencionista, por tratar-se de uma pesquisa-ação colaborativa, conforme Brandão (1981), Moita Lopes (1996), Telles (2002) e Richard (2003). Para gerar os dados, utilizou-se a gravação em áudio e vídeo, os textos escritos produzidos pelos estudantes, além de um registro em forma de diário contendo suas percepções acerca da aprendizagem da língua espanhola. Nos resultados, há evidências de que o projeto elaborado contendo várias tarefas colaborativas mostrou-se uma ferramenta potencializadora para a aprendizagem da nova língua, visto que os alunos puderam interagir entre si e colaborar para a aprendizagem linguística e intercultural. Aliado a isso, nos dados gerados há indícios de andaimento, já que os estudantes auxiliaram-se na realização das tarefas colaborativas, focando tanto no sentido como na forma da língua-alvo. Ademais, nas percepções dos participantes deste estudo, há evidências de que as tarefas colaborativas desenvolvidas favoreceram a aprendizagem da língua espanhola.