O acesso ao simbólico: laços que viram pó?
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Se pretende, neste artigo, a partir da teoria e de fragmentos de casos, produzir uma especulação teórica, dentro de uma abordagem psicanalítica, sobre a organização do pulsional no sujeito, suas relações iniciais e o desenvolvimento de um simbólico, que muitas vezes nos parece ficar danificado neste percurso. Pensando sobre realidades de extrema violência, crime, uso e/ou tráfico de drogas, nos propomos a reflectir neste trabalho sobre o que se coloca em cena nestes casos de uma desmedida do sujeito e de uma dificuldade de fazer ligações e transformar intensidades em palavras. Tendo em vista a controvérsia com a qual estas realidades se apresentam no contexto brasileiro, e o sofrimento que este tipo de cenários apresenta nas ruas, nos lares ou nos consultórios, nos questionamos sobre que aspectos possam estar subjectivamente relacionados com estas vivências, o que pode estar em jogo em alguns casos, e sobre que caminhos de aposta se podem apresentar para algumas destas narrativas.
