As percepções de sujeitos escolares sobre a APA Floresta Manaós e o seu entorno urbano

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Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em Educação

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

Este estudo teve como objetivo geral analisar as percepções que os sujeitos de duas escolas públicas municipais da cidade de Manaus têm sobre a Área de Proteção Ambiental (APA) Floresta Manaós e seu entorno urbano a fim de caracterizar as problematizações, saberes e fazeres capazes de se constituir em potenciais mediações pedagógicas e que resultem em uma Educação Ambiental potencializadora de um novo ethos ambiental e de uma cidadania mais abrangente. As questões-problema que guiaram a pesquisa foram: a) Quais são as percepções dos sujeitos escolares de duas instituições da rede pública municipal da cidade de Manaus sobre a APA e o seu entorno urbano, no que diz respeito à questão socioambiental? b) Quais os conflitos e tensionamentos socioambientais existentes no entorno de uma APA localizada dentro da cidade de Manaus que são percebidos pelos sujeitos escolares? c) A problematização das percepções dos sujeitos escolares sobre a APA e o seu entorno pode se configurar em mediação pedagógica para a formação da cidadania ambiental? Com base nestas perguntas, traçou-se o pressuposto que a problematização das percepções dos sujeitos escolares sobre a APA Floresta Manaós e o seu entorno urbano pode se configurar em mediação pedagógica para contribuir na formação da cidadania ambiental. O marco teórico que fundamentou esse estudo está baseado principalmente nos conceitos de percepção (TUAN, 1980); topofilia (TUAN, 1980); topofobia (PEREIRA et al., 2018); mediação pedagógica (STRECK; ADAMS, 2017); cidadania (GADOTTI, 2001) e Educação Ambiental (SAUVÉ, 2005). A pesquisa se constituiu como um instigante movimento pedagógico. A abordagem metodológica seguiu as diretrizes da pesquisa qualitativa. Os participantes deste estudo foram: 2 pedagogas, 4 professores e 16 estudantes. Com adultos, os dados foram produzidos a partir de questionários; com crianças entre 9 e 11 anos de idade, os dados foram produzidos a partir de mapas mentais e entrevistas. Os questionários e as entrevistas foram analisados a partir da técnica de análise de conteúdo; os mapas mentais, a partir da metodologia Kozel (2007)). Como principais resultados desta pesquisa, constatou-se que a APA Floresta Manaós é capaz de produzir bem-estar psicológico e importante sensação estética, no entanto, embora o bairro densamente povoado localizado no entorno da APA seja um local agradável para fazer amigos, brincar, morar e estudar, também é marcado pela presença de problemas socioambientais para a população. Outros aspectos destacados pelos participantes foram a violência urbana e o tráfico de drogas intenso na região. Esses fatores têm causado desagrado e aversão nos sujeitos participantes da pesquisa. Portanto, é possível afirmar que a percepção da comunidade escolar a partir de seu lugar é um potencializador de discussões socioambientais significativas para crianças e adultos, por meio da mediação pedagógica, propiciando a relação de problemas locais com os globais e evidenciado a necessidade de participação das pessoas individualmente, da população em geral e do poder público na preservação e conservação de ambientes naturais e construídos, contribuindo assim para a cultura da sustentabilidade.