Ensino de português como língua de acolhimento para migrantes e refugiados: reflexões sobre os desafios do ensino remoto durante a pandemia de covid-19

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

Milhares de pessoas deixam sua morada em busca de uma vida melhor em outro país devido às perseguições, guerra, epidemias, oportunidades de trabalho, etc. Com um propósito de promover a integração na nova sociedade e o apoio às demandas mais urgentes, principalmente em questões ligadas à aquisição do idioma a este grupo de uma maneira sensível e acolhedora, o ensino de Português como Língua de Acolhimento (PLAc) tem ganhado grande relevância na área de ensino de Língua Adicional a migrantes e refugiados. Porém, o advento da pandemia de COVID-19 tornou o ensino do idioma ainda mais desafiador a este grupo. As aulas presenciais foram suspensas, respeitando o distanciamento social, e novas práticas tiveram que ser pensadas. Sendo assim, o presente trabalho tem por objetivo discutir e refletir sobre os desafios vivenciados por professores para pensar o ensino de PLAc neste período emergencial de mudanças advindas do COVID-19. Para este trabalho, realizei uma pesquisa qualitativa, de cunho interpretativo, envolvendo entrevistas semiestruturadas realizada com professoras bolsistas que compõem o grupo de PLAc da UNISINOS, buscando verificar como se deu a reorganização das aulas, os desafios relacionados às práticas pedagógicas e as expectativas das professoras para o futuro. A partir das análises realizadas, apresento reflexões envolvendo os desafios desse contexto específico durante a pandemia.