Ecologia alimentar de spheniscidae na Ilha Elefante, Antártica
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Agência de fomento
CNPQ – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico
INCT-APA - Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais
PROANTAR - Programa Antártico Brasileiro
SECIRM - Secretaria Interministerial para os Recursos do Mar
MMA - Ministério do meio Ambiente
INCT-APA - Instituto Nacional de Ciência e Tecnologia Antártico de Pesquisas Ambientais
UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos
O nicho realizado de duas espécies precisa ser diferente, para que estas espécies possam coexistir de maneira estável. Pygoscelis papua e P. antarcticus reproduzem simpatricamente na Ilha Elefante, Antártica. Foram coletadas amostras de conteúdo estomacal e realizado biometria das duas espécies para analisar a dieta e a sobreposição de nicho. Um total de 56 amostras de P. papua e 71 amostras de P. antarcticus foram coletadas durante dois períodos de reprodução austral, 2010/11 e 2011/12, na região de Stinker Point. A proporção de itens variou entre as espécies de pinguins e entre os táxons representados. E. superba foi a presa de maior abundância comparado com outros itens alimentares, com aproximadamente 69% FO para P. papua e 98% FO para P. antarcticus. Foram encontradas nove espécies de peixe, seis espécies de crustáceos e uma espécie de cefalópode, identificados a nível específico. Existe uma diferença significativa entre os fatores, espécie de pinguim, tamanho da carapaça e sexo de krill antártico, quando comparados entre si. Além disso, a biometria indica que o comprimento do bico e peso de P. papua são maiores que em P. antarcticus, da mesma forma que o bico é mais alto e mais largo em P. antarcticus. Tais diferenças morfológicas podem explicar as diferenças no forrageio. Foi observada uma sobreposição de nicho trófico entre as espécies, pela utilização dos mesmos recursos, uma vez que estas espécies ocorrem simpatricamente na mesma região. Este estudo demonstra que a variação específica do nicho trófico ocupado pelas espécies pode ser definida pelo comportamento de forrageio e pela seleção dos recursos alimentares de cada espécie. É importante a recomendação destas espécies como indicadores de qualidade ambiental, adicionando questões como a variabilidade local, pois o nicho trófico pode alterar ao longo do tempo.
