Orientar e conviver: cultivando a arte do encontro e a experiência para além da resolução de conflitos com crianças pequenas

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

Este artigo tem como objetivo apresentar a função do(a) orientador(a) de convivência escolar numa perspectiva da educação integral de um colégio da Rede Jesuíta de Educação, trazendo reflexões acerca das mediações realizadas nos momentos de conflito no cotidiano das crianças pequenas de três a seis anos da educação infantil. Para tanto, buscou-se aprofundar na reflexão a intersecção entre as leis que regulamentam a educação infantil no Brasil e o modo de ser e proceder de um colégio Jesuíta. Além disso, estabeleceu-se um breve diálogo com alguns autores sociointeracionistas, relacionando as mediações realizadas pela orientadora de convivência com as crianças e as características da faixa etária. Por fim, através de alguns relatos de momentos vivenciados com as crianças, o artigo provoca um novo olhar sobre a função do(a) orientador(a) de convivência, aprofundando os estudos com autores que abordam a afetividade, a escuta e a arte do encontro como possibilidades de compreender a criança neste universo de descobertas em consonância à Pedagogia Inaciana. Após este estudo, foi possível concluir que os orientadores de convivência necessitam estar em constante estudo e atualização no que se refere ao desenvolvimento social das crianças, visto a necessidade de promover, propiciar e participar de diferentes interações entre crianças e adultos, considerando o Paradigma Pedagógico Inaciano – contexto, experiência, reflexão, ação, avaliação –, com vistas à educação integral.