Desigualdade social e desigualdade educacional : indicadores educacionais e o contexto socioeconômico da população em interface

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Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em Educação

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

Este estudo situa-se no campo das Políticas Educacionais, das discussões a respeito da qualidade da educação e, especificamente, no campo da Avaliação. A divulgação do Índice de Desenvolvimento da Qualidade da Educação Básica ocorre há mais de uma década no Brasil e suas implicações vêm sendo discutidas mesmo antes da sua implementação. Nesse sentido, as desigualdades socioeconômicas têm sido apontadas como elemento-chave para a leitura dos indicadores educacionais. O conjunto de pressupostos teóricos que orienta o procedimento metodológico dessa investigação tem natureza dialética. Foi conferida ao trabalho uma dimensão estrutural, sem excluir a análise de elementos conjunturais que foram percebidos a partir dos elementos factuais apontados pelo levantamento empírico da realidade investigada. Nessa perspectiva, adotou-se a metodologia histórico-crítica. Em termos de recursos técnico-metodológicos, recorremos à estatística analítica básica para o tratamento dos dados quantitativos. O município de Canoas/RS demonstra ter especial preocupação com a avaliação do rendimento escolar, estabelecendo uma política de avaliação em nível municipal. Esse fator nos leva a investigar como a se dá o desempenho das escolas nos índices educacionais. A pesquisa, portanto, tem como objetivo investigar em que medida se dá a relação existente entre um conjunto de indicadores socioeconômicos e demográficos gerados a partir dos resultados do Censo Demográfico de 2010, e os resultados obtidos por duas escolas do município de Canoas/RS no IDEB. Assim, no conjunto de indicadores educacionais, o trabalho contempla as taxas de abandono escolar, de reprovação e de distorção idade-série que, quando somadas, geram a taxa de fracasso escolar. Os elementos empíricos fundamentais para essa investigação são os indicadores coletados a partir do sítio do IBGE e compreendem características socioeconômicas e demográficas da população de dois bairros, onde estão situadas as escolas públicas estudadas. Para tanto, é feito o cruzamento dos dados educacionais com os indicadores de renda, de alfabetização e de população, analisando rendimentos nominais médios e a distribuição da população dos bairros de acordo com classes de rendimento nominal mensal. O estudo conclui que há uma substantiva relação entre as desigualdades sociais e as desigualdades educacionais, o que indica que o rendimento escolar é impactado pelos contextos sociais nos quais as escolas estão inseridas e que esses elementos devem ser considerados para uma compreensão real dos indicadores educacionais.