Redações midiatizadas: etnografia das práticas jornalísticas no Brasil e na Suécia a partir de relações simbióticas

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Título do periódico

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Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola da Indústria Criativa

Programa

Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicação

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

Esta tese emerge da pergunta: de que forma as relações simbióticas, parte do contexto da midiatização, modificam as práticas jornalísticas nas redações no Brasil e na Suécia? Quais práticas são alteradas em cada contexto? Com isso, objetiva-se compreender de que forma as relações simbióticas, características de um cenário de midiatização, remodelam as práticas e as redações jornalísticas no Brasil e na Suécia. Além disso, têm-se como objetivos específicos: a) Compreender de que forma o processo de circulação de sentidos está presente na estruturação e produção de conteúdos jornalísticos por meio das relações simbióticas nos dois contextos b) Identificar de que forma a ambiência modificou as práticas de construção de notícias no Brasil e na Suécia c) Mensurar como a pandemia afetou as práticas jornalísticas; os produtos noticiosos e as redações no Brasil e na Suécia d) Observar o consumo a partir da circulação de sentidos dos atores sociais nos dois contextos e) Propor o conceito de redações midiatizadas. No campo teórico, a tese destaca a discussão sobre relações simbióticas na Comunicação com autores como Marcellino e Fort; Joel de Rosnay, Daniel Miller, Stina Begntsson, entre outros. Em um segundo momento, são discutidas as teorias da midiatização, jornalismo midiatizado e práticas jornalísticas com o aporte de teóricos como Ana Paula da Rosa, José Luiz Braga, Pedro Gilberto Gomes, Antônio Fausto Neto etc. Em um terceiro momento teórico, a tese busca discutir o conceito de dispositivo em duas frentes: interacional e técnico. Para isso, buscamos suporte nas discussões de José Luiz Braga, Giorgio Agamben, Villém Flusser, Giorgio Simondon, entre outros. Como forma de responder a questão vigente na tese, a constituição metodológica deste trabalho se deu pela etnografia. Na Suécia, foram entrevistados sete jornalistas de diversas redações (Dagens ETC, T&T News Agency, Sverige Radio e um Freelancer). No Brasil, o processo etnográfico foi delineado a partir de uma observação participante de duas semanas no jornal curitibano Paraná Portal. Em adição, foram realizadas três entrevistas com profissionais que trabalham nessa redação. Evidencia-se nesta tese o conceito de redações midiatizadas, redações de jornalismo que funcionam de maneira desterritorial ou híbrida, com espaços de trabalho que são estendidos por meio de dispositivos tecnológicos e de aplicativos afetando lógicas de produção, recepção e distribuição.