Coerência e contradição: o conteúdo e a forma no exercício da docência de didática nos cursos de licenciatura

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Título do periódico

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Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em Educação

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

O estudo teve como objetivo compreender como os docentes das disciplinas de Didática Geral e Didática Específica em cursos de licenciatura constituíram as suas trajetórias e como estas repercutem na sua prática pedagógica e na formação inicial dos seus estudantes. A metodologia foi construída na perspectiva qualitativa, de inspiração etnográfica, com observação direta de situações de aula e entrevistas semiestruturadas com os seis professores, sendo três de Didática – Organização do Trabalho Pedagógico e três de Didática Específica que atuam nos cursos de Pedagogia e Biologia. Envolveu, ainda, 12 estudantes dos respectivos cursos, que realizavam essas disciplinas durante o período da investigação. As entrevistas com os docentes tiveram como foco compreender como estes construíram a sua profissionalidade, a partir da análise das suas trajetórias profissionais. As observações em sala de aula procuraram compreender a articulação da aula dos docentes e as relações que estabeleciam com os estudantes. As entrevistas com os estudantes foram estruturadas para permitir a compreensão de como os docentes das disciplinas de Didática Geral e Específicas articulavam os saberes necessários para o exercício da docência, e a repercussão dos mesmos na formação inicial desses estudantes. A tese reafirma que a docência universitária é feita de rupturas, continuidades e contradições entre o discurso e a prática, e a maioria dos docentes expressou preocupação com a relação entre a forma e o conteúdo das disciplinas que ministrava. O campo pedagógico, atravessado por diferentes valores e crenças, envolve a docência que lida com desafios que a reconfiguram e a ressignificam. É um fenômeno de natureza coletiva e complexo, sendo vivido socialmente, distante de simplificações. Serviram como fundamento teórico para esse estudo as contribuições em Cunha (1989, 1998), Pimenta (1998), Leite (1999), Anastasiou (1998), Balzan (1998), Masetto (1998,2003), Morosini (2003), Pimenta e Anastasiou (2002), Veiga (1994), Castanho e Veiga (2001),Zabalza (2004), Isaia e Bolzan (2009), entre outros.