Moda nascida póstuma: os modos simbólicos da roupa que não existe
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Este trabalho propõe uma discussão sobre as relações simbólicas da moda e os modos adquiridos por ela na pós-modernidade, entendendo os desdobramentos socioculturais que a inclinam para uma conformação póstuma. Para isso, faz-se uma análise dos antecedentes simbólicos da roupa, remontando o ato de vestir para se chegar ao fim, aos possíveis ecos da pós-modernidade, como por exemplo, a sociedade do espetáculo, desembocando em um questionamento sobre o desgaste e a insuficiência do fenômeno, que sugerem uma possível morte, seguida de uma possível existência posterior, uma moda que nasce póstuma. O objetivo final deste trabalho é o desenvolvimento de uma não-coleção, inspirada pelo modus operandi enigmático de Martin Margiela e pelas noções espectrais do momento pós-moderno.
