Diretrizes para áreas de interesse cultural em certificações ambientais: Análise do 4º Distrito de Porto Alegre

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola Politécnica

Programa

Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

A presente pesquisa tem a finalidade de estudar diretrizes para áreas de interesse cultural, especificamente para o patrimônio cultural arquitetônico e urbanístico, em certificações ambientais voltadas à avaliação de áreas urbanas, valorizando a importância da manutenção desses aspectos para a qualidade do ambiente urbano. O método utilizado dividiu a pesquisa em dois momentos. A primeira etapa foi constituída pela seleção das certificações ambientais a serem estudadas e pela identificação e análise das suas diretrizes voltadas às áreas de interesse cultural. A segunda etapa abrangeu um estudo de caso no 4º Distrito de Porto Alegre, onde foi verificada a presença das diretrizes encontradas na etapa anterior, por meio de pesquisa bibliográfica e de entrevistas qualitativas semiestruturadas com arquitetos e urbanistas que possuem envolvimento com a região. O estudo das diretrizes das certificações ambientais voltadas aos espaços urbanos resultou em um quadro com nove diretrizes para áreas de interesse cultural, hierarquizadas e distribuídas em categorias que dizem respeito à preservação de edificações e das infraestruturas existentes, aos aspectos urbanísticos e paisagísticos e à participação social no planejamento urbano. Em relação ao 4º Distrito, constatou-se que apenas cinco diretrizes identificadas para áreas de interesse cultural conseguem ser completamente atendidas. Observou-se que, embora as diretrizes das certificações ambientais estudadas não demonstrem, de maneira geral, consenso entre si em termos de incidência, pontuação e grau de importância, valorizam, em algum nível, as questões pertinentes à manutenção de aspectos da identidade local e da memória coletiva no ambiente urbano, sendo predominante o interesse pelos fatores urbanísticos e paisagísticos, em detrimento das edificações e das infraestruturas isoladas e, especificamente, do patrimônio arquitetônico e urbanístico. Diante disso, sugere-se que os selos ambientais para áreas urbanas atentem para a revisão e a qualificação de seus escopos de diretrizes, possibilitando torná-los mais amplos e equilibrados, contribuindo, deste modo, para a manutenção da diversidade cultural das cidades.