Fãs organizacionais e a memória no relacionamento com as organizações – um estudo do Canal Viva
Data de defesa
Autor(a)
Orientador(a)
Título do periódico
ISSN
Título do volume
Nome da instituição
Departamento
Programa
Agência de fomento
Esta tese busca, em primeiro lugar, perceber o espaço relacional estabelecido entre organizações e seus públicos em ambientes de conhecimento compartilhados na rede mundial de computadores. Com o estabelecimento de parâmetros sobre os públicos de uma organização a partir da ideia de poder, configura-se um pressuposto de público, denominado fã organizacional. O mesmo reforça as diretrizes apontadas dos fãs culturais, principalmente no que se refere aos preceitos de socialização e compartilhamento de bens simbólicos. Desse ponto, o elemento mnêmico ganha destaque, uma vez que entendido como um desses constitutivos simbólicos a serem compartilhados pelos fãs, reforçam os sentimentos de identificação e de identidade do público e das organizações. O objeto de estudo desta tese é o Canal Viva – emissora do Grupo Globo, que tem como matéria prima dos seus produtos a própria memória. A partir da Teoria Fundamentada, como norte metodológico, as plataformas do Canal Viva na Internet foram analisadas e divididas em três movimentos: Facebook, Portal e Conteúdo Paralelo. As conversas dos públicos nesses três ambientes foram categorizadas e analisadas para que, ao final da tese, pudéssemos apresentar uma nova dimensão de público (fã organizacional), cujo comportamento nesses ambientes indica uma predisposição a socializar e compartilhar bens simbólicos, e, no caso específico do nosso objeto, a memória (individual, coletiva e, também, organizacional) aparece como um promissor elemento relacional a ser explorado na comunicação organizacional.
