Para que todos tenham voz e representatividade: um exercício de escuta de vozes que falam sobre orientação sexual na escola de Educação Básica
Data de defesa
Autor(a)
Orientador(a)
Título do periódico
ISSN
Título do volume
Nome da instituição
Departamento
Programa
Agência de fomento
Para que o indivíduo se reconheça como ser humano, é preciso que lhe seja garantida a possibilidade de ter voz, experienciando a vida e se sentindo representado em todos os lugares. Assim, o propósito desta pesquisa foi o de oportunizar um espaço de reflexão sobre a importância das discussões acerca da diversidade de orientações sexuais1 dentro dos espaços escolares da Educação Básica, problematizando a forma como esses aspectos são abordados e/ou contemplados no contexto educacional. A base referencial foi alicerçada, dentre outros autores, em Larrosa (2002) e Moreira e Candau (2007). Abarcando um misto entre a abordagem quantitativa e a qualitativa, buscou-se analisar as respostas oriundas de um formulário de perguntas da ferramenta Google, além dos depoimentos disponibilizados em um espaço aberto ao final do questionário. A partir de 108 respostas, percebeu-se a ausência de uma escola democrática, que cumpra verdadeiramente seu papel, abrangendo as multiplicidades que a compõem. Além disso, notou-se que o preconceito, a discriminação e a violência contra a comunidade LGBT+2 também têm berço na escola, que muitas vezes fecha os olhos para uma triste e cruel realidade. Observados os resultados das análises, ressalta se a contribuição desta pesquisa como ferramenta de reflexão para os cursos de licenciatura e de alerta para as instituições de ensino, local em que vidas podem ser transformadas.
