Análise de cenários para a indústria postal brasileira: um estudo sobre a adequação da distribuição domiciliária às tendências do mercado
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Este trabalho objetiva analisar os possíveis cenários da indústria postal brasileira, em um horizonte até 2028, a partir dos efeitos econômicos, sociais, políticos, tecnológicos e legais decorrentes das transformações desse mercado. É fato que as empresas estão usando canais digitais para emitir contas, declarações e faturas. As pessoas agora usam redes sociais e smartphones para se comunicar com familiares e amigos. Além disso, os consumidores estão mudando gradativamente de lojas físicas para compras online. Ou seja, ambos, a substituição de correspondências físicas por mídias e o comércio eletrônico, estão em alta e resultam em desafios e oportunidades para a indústria postal, além de impulsionarem os esforços para diversificar e aumentar a eficiência e a inovação. Essas considerações motivaram o desenvolvimento de uma pesquisa qualitativa, de natureza exploratória, utilizando o método da análise de cenários a partir de informações fornecidas por especialistas do correio brasileiro, bem como atores do ambiente contextual em que a empresa está inserida. A coleta de dados foi realizada por meio de entrevistas semiestruturadas, em que as informações foram apuradas mediante Análise de Conteúdo. Como resultado, foram construídos quatro cenários baseados em incertezas e tendências da indústria postal brasileira, de forma a indicar de que maneira a distribuição domiciliária pode ser adequada a essas perspectivas. Da análise dos cenários, validada por especialistas, ressalta-se que o correio brasileiro precisa de estratégias que possam preparar a organização para atravessar as diferentes situações que foram desenhadas, especialmente com a necessidade de diversificação do seu modelo de negócio, incluindo remodelagem de produtos, flexibilidade em suas atividades e inovação de suas plataformas. Do contrário, a empresa poderá se direcionar para a realidade da precarização dos serviços, que representa a baixa qualidade e a falta de eficiência operacional, forçando as premissas de privatização ou quebra de monopólio para o correio brasileiro.
