Detecção da autoeficácia em ambientes computacionais de aprendizagem
Data de defesa
Autor(a)
Orientador(a)
Coorientador(a)
Título do periódico
ISSN
Título do volume
Nome da instituição
Departamento
Programa
Agência de fomento
Nos últimos anos observa-se o crescimento pelo interesse em estudos voltados à área de Computação Afetiva, com ênfase nos estados afetivos, que compreendem pesquisas que relacionam a emoção e a aprendizagem. As emoções podem influenciar a aprendizagem tanto de forma positiva quanto negativa. Deste modo, o presente estudo direciona-se para a crença de Autoeficácia, que compreende a capacidade do indivíduo em produzir determinados níveis de performance, o que implica em como a pessoa sente, pensa, se motiva e se comporta. Isto posto, ao fazer o uso dos Ambientes Computacionais de Aprendizagem (ACA) para auxiliar no processo de aprendizagem, estudos têm mostrado o quanto fatores emocionais e a relação entre variáveis internas (psíquicas) e externas (ambientais) são fundamentais no processo de ensinoaprendizagem. Assim, o estudo preliminar realizado em forma de mapeamento sistemático identificou uma lacuna apontando para a necessidade de pesquisas voltadas a detecção da autoeficácia ou outros fenômenos socioafetivos, já que o uso dos ACA na atualidade apresentase como uma realidade presente nas diferentes modalidades de ensino. Nessa perspectiva, este estudo propôs um modelo para realização de diagnóstico, instrução e acompanhamento da autoeficácia acadêmica em Ambientes Computacionais de Aprendizagem, com intuito de promover o autoconhecimento e contribuir para melhores estratégias de aprendizagem dos alunos. Tem-se por hipótese de estudo que a realização de diagnóstico, instrução sobre a autoeficácia, bem como ações de acompanhamento quando do uso dos ACAs podem incentivar a modificação de atitudes de estudos dos alunos, de modo a alterar o percurso de aprendizagem, possibilitando a melhoria do desempenho acadêmico. Assim, o estudo compreendeu investigação de caráter exploratório e descritivo, a partir de técnicas quantiqualitativas. O modelo proposto, denominado Modelo de Diagnóstico, Prevenção e Acompanhamento de Autoeficácia (MDPAA), envolveu três etapas, sendo: diagnóstico do nível de autoeficácia, a partir da criação do formulário de autoeficácia do aluno; Análise de padrões de comportamento estudantil com o uso da ferramenta Orange, e elaboração e avaliação do Guia Orientativo, material instrucional criado para instruir os alunos sobre a autoeficácia. A partir dos resultados dos experimentos realizados pode-se obter indicativos de aplicabilidade e eficácia do MDPAA, sendo avaliado que o modelo pode possibilitar escolhas mais assertivas em relação a trajetória acadêmica, de modo, a colaborar para o favorecimento do processo de ensinoaprendizagem e consequentemente contribuir para a melhoria do desempenho acadêmico, fomentando a diminuição dos índices de desistência e evasão na educação.
