Singularidade na atividade de trabalho e da relação com o saber: desafios para a educação do trabalhador

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em Educação

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

Este trabalho teve como objetivo analisar e compreender a singularidade do trabalhador presente nas situações de trabalho, quando, em atividade de trabalho. A coleta de dados foi realizada em uma indústria do segmento automotivo, situada em Porto Alegre, junto a trabalhadores que, atualmente, ocupam o cargo de montador de produção. O referencial teórico foi sustentado por dois pilares. A perspectiva ergológica, por Yves Schwartz, tomou uma representação significativa nesta pesquisa pelo fato de ter uma visão filosófica sobre a atividade de trabalho, considerando a singularidade, valores, escolhas e saberes do trabalhador em atividade. A segunda perspectiva incorporada foi de Bernard Charlot - antropológica - ao estudar a relação que o sujeito estabelece com seu saber. A partir do aporte teórico, juntamente com os dados coletados, foi possível realizar uma discussão e entender que os trabalhadores procuram, singularmente, criar, recriar e renormalizar em situações de trabalho. Isso se torna factível porque a atividade é um momento a ser vivido pelos trabalhadores. Por mais prescrita que seja a atividade, sempre haverá lacunas. O trabalho representa um objeto duplo para os trabalhadores. Por um lado, há o objetivo de atender às necessidades de independência financeira e de estar inserido socialmente. Por outro, o trabalho atendeu estes trabalhadores como objeto de desejo. Nas situações de trabalho, foi possível identificá-los investindo emocionalmente, se movimentando, se mobilizando para atender além do que havia sido prescrito pela empresa. Pode-se inferir que tal mobilização tenha ocorrido a partir da relação que constituíram com seus familiares, pais, amigos, colegas e professores, como também pela noção de classe: ser metalúrgico. Ao se colocar uma lupa na singularidade do trabalhador, emerge um grande desafio que é considerar as consequências para a formação do trabalhador da singularidade presente na sua atividade de trabalho e na sua relação com o saber. Assim, poderá influenciar nos fundamentos da educação de trabalhadores em nosso país.