Possibilidades e limites da associação na estruturação de unidades locais de reciclagem: o caso da Associação Nora: Novo Osasco reciclando atitudes dos trabalhadores com materiais recicláveis
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Esta pesquisa aborda ações que agregam catadores de papel e que, embora se mantenham na informalidade ou se legalizem como associações, são geralmente identificadas como “cooperativas de reciclagem”. Para os catadores de papel, no entanto, o formato da associação permite a existência de vínculos socioeconômicos, culturais e fluxos de trabalho e de recursos, que se dão entre a economia em estruturação no empreendimento e as economias dos indivíduos e das famílias que o integram. A hipótese é a de que o modelo da associação representa uma forma de organização que permite o surgimento do empreendimento como uma extensão das unidades domésticas dos indivíduos que o compõem, possibilitando a legalização da ação sem, no entanto, obrigá-los a optarem entre sua família ou o trabalho. Este, ao invés de exigir dedicação exclusiva, antes possibilita a união entre a reprodução e a produção (meios de subsistência), regidas por uma mesma lógica: a da reprodução ampliada da vida
