Fluxos gravitacionais de sedimentos : registro de transformações de fluxo no rifte Santa Bárbara Oeste, Bacia do Camaquã/RS

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola Politécnica

Programa

Programa de Pós-Graduação em Geologia

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

Fluxos gravitacionais de sedimentos compreendem correntes densas de fundo caracterizadas pela alta concentração de sedimentos. Declive abaixo, transformações de fluxo podem ocorrer (fluxo laminar para turbulento e vice-versa) devido a diversos fatores, inclusive à incorporação de argila ou segregação da mesma no fluxo. Transformações de fluxo podem causar comportamentos híbridos de fluxo, quando um mesmo fluxo apresenta mais de uma reologia e assim gera camadas com características híbridas. O Rifte Santa Bárbara Oeste, o qual representa um estágio evolutivo de natureza transtencional da Bacia do Camaquã (Rio Grande do Sul) inclui depósitos de fluxos gravitacionais de sedimentos coesivos (debritos) e não-coesivos (turbiditos). Esta pesquisa tem como objetivo testar a possível conexão genética entre os dois tipos de depósitos, entender o mecanismo de disparo destes fluxos e caracterizar as possíveis transformações de fluxo ocorridas ao longo do eixo deposicional da bacia. Análises fotoestratigráficas foram realizadas a fim de identificar superfícies estratigráficas-chave e tratos de sistemas associados. Perfis sedimentológicos e gama em escala de detalhe (1:20) e descrição pontual de afloramentos foram realizados a fim de identificar as fácies e associação de fácies na área de estudo. Durante estes trabalhos de campo, amostras foram coletadas para descrições macro e microscópicas. A associação de fácies sugere um contexto de frente deltaica caracterizado por fluxos unidirecionais para NE, paralelos ao eixo da bacia. O trato de fácies indica transformações de fluxo ocorridas desde a desembocadura dos distributários deltaicos. Na desembocadura ao ser desconfinado o fluxo sofre expansão e desacelera, gerando um intervalo denso no fundo de uma corrente de turbidez bipartida. Quando do congelamento friccional de seu intervalo laminar basal, a corrente de turbidez residual, totalmente turbulenta, e por isto com alta capacidade de erosão, erode o substrato, incorporando lama e gradualmente transformando-se em um fluxo de detritos. Por último, uma pluma em suspensão se desenvolve no topo do fluxo de detritos por diluição deste e gera uma delgada camada de turbidito no topo do debrito (camada híbrida).


Tema (CNPq)

ACCNPQ::Ciências Exatas e da Terra::Geologia

Tipo de arquivo

Dissertação

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