Projetos como metodologia de ensino de língua inglesa para surdos
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Na realidade em que os surdos brasileiros vivem, é esperado que, além de aprenderem sua primeira língua, aprendam a língua portuguesa e, de acordo com os Parâmetros Curriculares Nacionais brasileiros, aprendam uma língua estrangeria também. A Educação de surdos é uma área de pesquisa em constante avanço, mas há ainda, poucas pesquisas referentes a metodologias de ensino de Língua Inglesa (LI) para este público. Este estudo tem como objetivo refletir e discutir sobre como o trabalho com projetos, proposto por Stoller (2002), contribui para a aprendizagem da língua Inglesa por alunos surdos, considerando esta uma metodologia de ensino de LI viável em uma entidade não-governamental e sem fins lucrativos que promove uma educação bilíngue aos surdos. Esta pesquisa é de natureza qualitativa, realizada em uma escola particular, vinculada a uma entidade não-governamental e sem fins lucrativos, denominada Associação de Pais e Amigos dos Deficientes Auditivos (APADA), que tem como objetivo garantir o acesso à educação básica para os surdos na região do Vale do Rio dos Sinos. Os dados foram gerados em atividades que faziam parte de projetos, planejados a partir de Stoller (2002), para 6 turmas de surdos no Ensino Fundamental e Médio. O desenvolvimento de tais projetos foi registrado em fotografias e vídeos. Os resultados foram considerados otimistas. Foi possível perceber que nem todos os benefícios identificados por Stoller (2006) estiveram presentes nas seis atividades exploradas, ou foram identificadas apenas de forma parcial. A autenticidade das experiências dos alunos e o contato com a língua foram identificados em todas as atividades analisadas. No entanto, a motivação e o envolvimento dos discentes estiveram presentes total e parcialmente nas atividades, e podem ser relacionadas a diversos fatores propostos por Stoller (2006). Um maior relacionamento entre os alunos no trabalho em equipe foi o benefício que mais se destacou na atividades analisadas e é relacionada à troca que ocorre em sala de aula. Fatores como a autoconfiança, autonomia e iniciativa dos aprendizes foram alguns dos benefícios menos presentes neste estudo. Contudo, através das reflexões dos benefícios reportados presentes total ou parcialmente nas atividades analisadas, é possível pensar no trabalho com projetos como uma metodologia aplicável e favorável no ensino de LI para surdos.
