Hip-hop no jornalismo independente e alternativo: uma análise de Agência Mural, Desenrola e Não Me Enrola, Nexo e Ponte

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

Este trabalho de conclusão de curso analisa como o hip-hop é representado por veículos independentes e alternativos, a saber: Agência Mural, Desenrola e Não Me Enrola, Nexo Jornal e Ponte Jornalismo. Para isso, tratamos das mudanças no mundo do trabalho dos jornalistas e a ascensão de arranjos produtivos alternativos e independentes, entendidos como marcadores discursivos. Então, discutimos uma derivação desses arranjos, o jornalismo periférico – um lugar central para compreender as representações do hip-hop. Em seguida, apresentamos as noções de representação (Hall) e mediação (Silverstone), centrais para compreender a representação jornalística em relação ao hip-hop. Empreendemos uma pesquisa da pesquisa – de certa forma, uma representação acadêmica – a fim de compreender a complexidade do hip-hop (Zibordi, 2015). A partir de análise do conteúdo e à luz dos conceitos discutidos, investigamos as matérias jornalísticas publicadas pelos quatro veículos entre os anos de 2016 e 2019 em busca de observar semelhanças e diferenças nessa representação jornalística. Os resultados mostram que o Nexo representa o hip-hop a partir de um jornalismo visto “do centro”, com base em análise histórica e dados e os outros três arranjos jornalísticos dialogam com o jornalismo periférico, considerando o hip-hop como patrimônio cultural da periferia (Desenrola e Não Me Enrola), elemento “de” e “para” as periferias (Agência Mural) e dispositivo contra desigualdades e abusos (Ponte Jornalismo).