Análise da vida útil residual de estrutura de concreto armado

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

O concreto, um dos produtos mais consumidos mundialmente, possui excelentes características de suporte à esforços de compressão, e quando combinado ao aço apresenta elevada resistência também as solicitações de tração, recebendo o nome de concreto armado. As barras de aço nele adicionadas, ficam passivadas devido à alta alcalinidade do concreto, proporcionando proteção contra a corrosão das armaduras. O dióxido de carbono presente na atmosfera com a presença de umidade, reage com os hidróxidos alcalinos presente na microestrutura do concreto, formando o carbonato de cálcio e consequentemente diminuindo o pH da estrutura, deixando as armaduras suscetíveis à corrosão. Este trabalho tem por objetivo analisar a vida útil residual de uma estrutura de concreto armado de uma edificação residencial datada dos anos 70, inserida em meio urbano, na cidade de Novo Hamburgo-RS, perante o avanço da frente de carbonatação. Para a análise, se extraiu o pó oriundo de furações realizadas em 8 pontos da estrutura no pavimento térreo, sendo três pontos localizados na parte externa da edificação, e outros cinco pontos localizados na garagem da edificação. A análise foi realizada através de aspersão de reagente químico fenolftaleína, no pó coletado através das furações e identificando assim a espessura da frente carbonatada, aplicando a fórmula da raíz quadrada de tempo, proposta por Tuutti, estipulando assim a vida útil residual da estrutura. Os resultados obtidos com a análise apontaram que em cinco pontos analisados a estrutura ultrapassou a vida útil de projeto estipulada pela atual norma de concreto armado, NBR 6118:2014 e outros três pontos a frente de carbonatação encontrou as barras de aço da estrutura.