“E aí, google, como que faz?”: das lógicas algorítmicas racializadas no motor de buscas aos sentidos postos em circulação por atores sociais em redes sócio-digitais

Orientador(a) (dc.contributor.advisor)Rosa, Ana Paula da
Coorientador(a) (dc.contributor.advisor-co1)Ferreira, Jairo Getulio
Lattes Coorientador(a) (dc.contributor.advisor-co1Lattes)http://lattes.cnpq.br/8243334414084240pt_BR
Lattes Orientador(a) (dc.contributor.advisorLattes)http://lattes.cnpq.br/2166615059295438pt_BR
Autor(a) (dc.contributor.author)Martins, William Gonçalves Lima
Autor(a) Lattes (dc.contributor.authorLattes)http://lattes.cnpq.br/3536828125730098pt_BR
Data de Disponibilização (dc.date.accessioned)2025-02-04T19:24:02Z
dc.date.available (dc.date.available)2025-02-04T19:24:02Z
Data da defesa / Data do evento (dc.date.issued)2024-09-25
Abstract (dc.description.abstract)The algorithms of culture (Ferreira, 2020) are agents of mental experiences materialized in culture, highlighting the logics of racialization, operationalized by branquitude (Bento, 2002; Campos, 2023; Cardoso, 2011; Ramos, 1995; Schucman, 2020) , and the Afro-referenced logics of resistance, which emerge as responses to the racism present in society. Mediatization as a reference interactional process (Braga, 2006) reconfigured social interactions, expanding discursive spaces, but also provided new forms of racial oppression, such as those produced and reproduced in the online environment by digital algorithms. Given this, this dissertation aims to investigate the algorithmic logics installed in culture and digital media, from the perspective of mediatization, based on the circulation of meanings as a space for tension or reification of stigmatizing and racialized logics present in public space. The construction of the research case was developed based on episodes of delivery of racialized search results taken from the Google search engine. The research is based on the abductive method (Ferreira, 2012) and uses the mediatized case study as a methodology (Weschenfelder, 2020). The cases of algorithmic racism present in the Google search engine are mobilizing hypotheses, producing questions such as how the production of meanings generated by the algorithmic logics of the Google search engine, based on the delivery of racialized search results and put into question media circulation, activate Afro-referenced circuits, registered on different digital platforms, and journalistic media? How do Afro-referenced circuits and journalistic media pressure Google to change these results? The circulation of meanings (Fausto Neto, 2013; Ferreira, 2013; Rosa, 2019) exposes practices of resistance to these racial oppressions produced on Google by racial biases instilled in digital algorithms, with circulation promoting social values (Rosa, 2019). In view of this, the mediatization process, together with the historical actions of black movements as educational and political agents (Gomes, 2019), was central to the emergence of widespread racial literacy initiatives in society. From this, the configuration of Afro-referenced circuits has resistance and denunciation of racialization logics on digital platforms as a social response to confront media institutions that promote racialized algorithmic logics.en
Resumo (dc.description.resumo)Os algoritmos da cultura (Ferreira, 2020) são agenciadores de experiências mentais materializadas na cultura, destacando-se as lógicas de racialização, operacionalizadas pela branquitude (Bento, 2002; Campos, 2023; Cardoso, 2011; Ramos, 1995; Schucman, 2020), e as lógicas de resistência afro-referenciadas, que surgem como respostas ao racismo presente na sociedade. A midiatização como processo interacional de referência (Braga, 2006) reconfigurou as interações sociais, ampliando espaços discursivos, mas também propiciou novas formas de opressões raciais, como aquelas produzidas e reproduzidas no ambiente online por algoritmos digitais. Diante disso, esta dissertação tem por objetivo investigar as lógicas algorítmicas instaladas na cultura e nos meios digitais, na perspectiva da midiatização, a partir da circulação de sentidos como zona de tensionamentos ou reificação de lógicas estigmatizantes e racializadas presentes no espaço público. A construção do caso de pesquisa foi elaborada a partir de episódios de entrega de resultados de busca racializados retirados do motor de buscas do Google. A pesquisa está referenciada no método abdutivo (Ferreira, 2012) e utiliza como metodologia o estudo de caso midiatizado (Weschenfelder, 2020). Os casos de racismo algorítmico presentes no motor de buscas do Google são mobilizadores de hipóteses, produzindo questionamentos sobre as formas de produção de sentidos gerados pelas lógicas algorítmicas do motor de buscas do Google, a partir da entrega de resultados de pesquisa racializados e postos em circulação midiática, acionam circuitos afro-referenciados, inscritos em diferentes plataformas digitais, e meios jornalísticos? Como os circuitos afro-referenciados e os meios jornalísticos tensionam o Google para a alteração destes resultados? A circulação de sentidos (Fausto Neto, 2013; Ferreira, 2013; Rosa, 2019) expõe práticas de resistência a estas opressões raciais produzidas no Google por vieses raciais incorporados aos algoritmos digitais, sendo a circulação um processo de produção de valores sociais (Rosa, 2019). Em vista disso, a midiatização em conjunto com as ações históricas dos movimentos negros como agentes educadores e políticos (Gomes, 2019), foi central para que emergisse iniciativas pulverizadas de letramento racial na sociedade. A partir disso, a configuração de circuitos afro-referenciados se interpõe, oferecendo resistências, denunciando lógicas de racialização nas plataformas digitais como resposta social de enfrentamento às instituições midiáticas promotoras de lógicas algorítmicas racializadas.pt_BR
Agência de fomento (dc.description.sponsorship)CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superiorpt_BR
URI (dc.identifier.uri)http://repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/13492
Idioma (dc.language)pt_BRpt_BR
Nome da instituição (dc.publisher)Universidade do Vale do Rio dos Sinospt_BR
País da Instituição (dc.publisher.country)Brasilpt_BR
Departamento (dc.publisher.department)Escola da Indústria Criativapt_BR
Sigla da Instituição (dc.publisher.initials)Unisinospt_BR
Programa (dc.publisher.program)Programa de Pós-Graduação em Ciências da Comunicaçãopt_BR
Direitos de acesso ao documento (dc.rights)openAccesspt_BR
Assunto (dc.subject)Midiatizaçãopt_BR
Assunto (dc.subject)Racismopt_BR
Assunto (dc.subject)Algoritmospt_BR
Assunto (dc.subject)Lógicas da culturapt_BR
Assunto (dc.subject)Circuitos afro-referenciadospt_BR
Assunto (dc.subject)Mediatizationen
Assunto (dc.subject)Racismen
Assunto (dc.subject)Algorithmsen
Assunto (dc.subject)Logics of cultureen
Assunto (dc.subject)Afro-referenced circuitsen
Tema (CNPq) (dc.subject.cnpq)ACCNPQ::Ciências Sociais Aplicadas::Comunicaçãopt_BR
Título (dc.title)“E aí, google, como que faz?”: das lógicas algorítmicas racializadas no motor de buscas aos sentidos postos em circulação por atores sociais em redes sócio-digitaispt_BR
Tipo de arquivo (dc.type)Dissertaçãopt_BR

Arquivos

Pacote original

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
William Martins_.pdf
Tamanho:
6.87 MB
Formato:
Adobe Portable Document Format
Descrição:
logicas_algoritimas

Licença do pacote

Agora exibindo 1 - 1 de 1
Carregando...
Imagem de Miniatura
Nome:
license.txt
Tamanho:
2.12 KB
Formato:
Item-specific license agreed upon to submission
Descrição: