Os atores não-estatais e estatais no mundo cibernético e sua influência no sistema internacional
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São escassos os trabalhos que, dentro da disciplina de Relações Internacionais (RI), refletem sobre os efeitos do desenvolvimento do ciberespaço e de novas tecnologias digitais sobre o Sistema Internacional (SI), além de todos os elementos que o compõem. A falta de atenção atribuída a esse tema leva a uma desinformação generalizada, onde até mesmo acadêmicos consagrados acabam por desenvolver concepções errôneas ou até mesmo exageradas sobre o funcionamento do mundo cibernético, que, em última instância, leva os responsáveis pela criação de políticas públicas voltadas à regulação do domínio digital a tomarem decisões infundadas que apenas criam maiores problemas. A partir disso, o objetivo da presente monografia é explorar e discutir as principais características do ciberespaço, assim como refletir sobre como ele afeta a ação de Estados e atores não-estatais. O trabalho foi redigido através de uma metodologia exploratória de caráter descritiva, sendo possível concluir que, apesar de ser capaz de empoderar indivíduos e grupos minoritários, a utilização do ciberespaço sozinho por ativistas ou terroristas têm impacto insignificante no SI. Entretanto, a utilização do mundo virtual pode ser valiosa para aqueles Estados que possuírem o conhecimento e a capacidade para manipulá-lo de maneira inteligente — especialmente se usado para interferir em decisões políticas de diferentes nações.
