O que eu corto? – Cobreiro brabo: um estudo sobre o papel dos sujeitos comunicantes na preservação da cultura do benzimento

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Universidade do Vale do Rio dos Sinos

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Agência de fomento

Resumo

O benzimento atua como uma forma de curar com fé e oração. Geralmente é praticado por benzedeiros(as) e curandeiros(as) que não cobram pelo serviço prestado. Esses sujeitos são mais populares e comuns no interior ou em locais com acesso restrito às novas tecnologia. Nesse contexto, e com a preocupação de registrar e contribuir para o reconhecimento e a preservação da memória de benzedeiros, este trabalho surge com a proposta de compreender o papel e a influência do sujeito comunicante benzedeiro na continuidade da cultura do benzimento. E assim, consequentemente, compreender como o comunicador contemporâneo pode auxiliar na preservação desta cultura e garantir a continuidade dela. Para isso, a pesquisa adotou como perspectiva investigativa a transmetodologia (MALDONADO, BONIN), que incluiu o estudo de história do Brasil (CUNHA), conceitos de antropologialatino-americana (GONZÁLES ET AL) e teologia (MOURA). A transmetodologia se fez presente em todos os processos, desde a pesquisa da pesquisa até a pesquisa sistemática. Para compreender melhor a estética comunicacional do benzimento, o trabalho apresenta a bússola comunicacional do ritual, que tem a semiótica da cultura (BAKHTIN) como agente principal que acolhe a cidadania comunicativa(FAXINA), a comunicação oral(MONTENEGRO), a comunicação alternativa (PERUZZO) e a comunicação cultural(HALL, BELTRÃO). Em seguida, o trabalho apresenta conceitos do sujeito comunicante benzedeiro (SAGGIN E BONIN) e como ele atua e é visto na sociedade do município de Garibaldi-RS a partir de um questionário e de entrevistas de profundidade. Por fim, a pesquisa apresenta um modelo de universo comunicacional que pode ser aplicado em diferentes rituais de benzimento. Além disso, ainda coloca o ato de benzer como um objeto social que se constrói a partir e por causa do papel cidadão-comunicativo dos benzedeiro sem suas comunidades.