Entre “a intolerância política” e a “sede ardente de mando”: família, poder e facções no tempo dos cunhados José Joaquim de Andrade Neves e João Luís Gomes da Silva (c.1845 – c.1870)
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Essa investigação procurou explorar a dinâmica política de rearticulação social vivenciada por setores da elite sul-rio-grandense, entre o fim da guerra civil Farroupilha (1845) e a ofensiva brasileira contra o Paraguai (1864-1870). Em especifico, procura examinar suas estratégias políticas de coalizão, de disputa e de afirmação social, tecidas e desenvolvidas no centro e nas margens de redes de dependências recíprocas sobre as quais convergiam interesses de indivíduos, famílias, facções e do próprio governo central. Para isso, seguiu a trilha e as tramas de uma guerra particular protagonizada por dois cunhados que, ao longo de praticamente duas décadas, disputaram o status de chefes políticos de Rio Pardo, uma das mais antigas e tradicionais comunidades da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul.
