A tecnologia como ferramenta de ensino em sala de aula na disciplina de língua inglesa: percursos de desenvolvimento docente
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Pensar a formação docente, no âmbito da formação continuada, supõe pensar em formatos que desenvolvam conhecimentos de diferentes campos (TARDIF, 2002). No âmbito da temática das tecnologias na educação não é diferente. Importa pensar não apenas sobre os conhecimentos sobre tecnologia, ou sobre como utilizar a tecnologia em sala de aula, mas na relação do professor com as tecnologias na educação, e no protagonismo do professor em relação a esses conhecimentos (CARNIN, 2016). Para formatos distintos, competências distintas são fomentadas porque advindos de campos de saberes distintos. É nesse contexto que o presente trabalho se insere, buscando compreender como professores em formação relacionam-se pedagogicamente com o uso de tecnologias na educação, de modo a discutir os princípios que devem orientar a construção de uma proposta de formação continuada eficaz. Ademais, sabe-se que espaços de formação continuada não faltam. Em termos metodológicos, a pesquisadora, pautada pelos princípios de uma pesquisa qualitativa (DIAS, 2000), observou um evento de formação continuada de um grupo de professores de Língua Inglesa, pertencentes a uma rede municipal de educação básica do Vale dos Sinos. Dessa observação, originou-se um diário de campo, que fomentou a elaboração de um questionário enviado a todos os professores participantes e uma entrevista semi-estruturada realizada com uma professora do grupo. A entrevista foi gravada, transcrita e analisada. Os dados revelam que a formação continuada, aqui voltada para a aprendizagem sobre o uso de tecnologias na sala de aula, é um espaço de articulação entre os quatro saberes (TARDIF, 2002), sem privilegiar apenas um. Assim, a proposição e organização de qualquer percurso de formação continuada deve considerar o entendimento de ensino de Língua Inglesa do corpo docente, e garantir espaços para que o professor possa trazer suas necessidades, ressignificar seus conhecimentos, compartilhar planos de aula e receber “feedback” no percurso.
