Cuidado de si e subjetividade: prática do Aikidô e saúde mental

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Saúde

Programa

Programa de Pós-Graduação em Saúde Coletiva

Agência de fomento

Nenhuma
Resumo

No senso comum e na mídia as artes marciais são apresentadas como recursos para o desenvolvimento físico e mental. Embora já se tenha evidências científicas sobre a relação entre artes marciais e saúde, há pouca produção abordando especificamente o aikidô, em especial no Brasil. Esta pesquisa teve por objetivo conhecer as experiências de praticantes de aikidô no Rio Grande do Sul com esta arte e como eles percebem os seus efeitos sobre sua saúde mental. Foi realizada uma pesquisa qualitativa, através de entrevistas com 14 praticantes de aikidô de três cidades do Rio Grande do Sul. A análise de dados resultou na construção de dois eixos temáticos. No primeiro, intitulado “Bravura com serenidade: cuidado de si e saúde mental no aikidô”, discute-se a aproximação geral das artes marciais, e do aikidô em particular, à prática do asceticismo, evidenciando as repercussões predominantemente positivas percebidas pelos praticantes sobre sua saúde mental e suas relações. No segundo eixo, “Maestria e responsabilidade: relações de poder e resistência a partir do aikidô”, discute-se o contexto dialógico do aikidô enquanto discurso e prática, sinalizando que seus efeitos singulares para a saúde mental se constroem a partir das relações estabelecidas. Os achados indicaram que a prática do aikidô se apresenta como prática de cuidado de si a partir das potencialidades e limites das relações dialógicas dentro dos grupos de prática. Ainda, que seus preceitos doutrinários próprios remetem à lógica integrativa no cuidado em saúde, sem dissociação dos aspectos sociais, mentais e físicos.