Mulheres em tratamento pelo uso do crack: habilidades sociais e características clínicas

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Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Saúde

Programa

Programa de Pós-Graduação em Psicologia

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

O uso de crack em mulheres requer a identificação de especificidades, como suas interações sociais. Esta dissertação compõe-se de dois estudos empíricos acerca das habilidades sociais (HS) de mulheres em internação hospitalar pelo uso do crack. O primeiro artigo objetivou descrever os fatores de HS em tais mulheres, identificando associações entre as HS e suas características. Utilizou-se um questionário de dados sociodemográficos, MINI (Mini International Neuropsychiatric Interview), Inventário de Habilidades Sociais, Screening Cognitivo do Wais-III e SCID-II (Structured Clinical Interview for DSM Disorders). Participaram 62 mulheres, sendo identificados déficits na conversação e desenvoltura social; autoexposição a desconhecidos e situações novas e autocontrole da agressividade. A idade apresentou correlação com o escore total, e possuir amigos que usam drogas e o tráfico de drogas associou-se com déficits nas HS. O segundo estudo, qualitativo e de casos múltiplos, objetivou compreender o desenvolvimento das HS na trajetória de vida de tais mulheres. Além dos instrumentos referidos no item anterior, utilizou-se uma entrevista clínica sobre trajetória de vida e HS. Nos casos, houve dificuldades na utilização das habilidades sociais desde a infância, sendo que as comorbidades podem ter dificultado o uso das habilidades sociais. Conclui-se que são necessárias intervenções na internação hospitalar, desenvolvendo as habilidades sociais desta população.