‘Inglês para o futuro’ : reflexões sobre investimentos de aprendizes e de seus familiares na aprendizagem de língua inglesa

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola da Indústria Criativa

Programa

Programa de Pós-Graduação em Linguística Aplicada

Agência de fomento

Fundo Pe. Theobaldo Frantz
Resumo

A presente dissertação tem foco no aprendiz de língua inglesa como língua adicional. Com base na geração de narrativas orais e multimodais (BARKHUIZEN; BENSON; CHIK, 2014) de aprendizes adolescentes e seus responsáveis, o objetivo desta pesquisa é compreender o que lhes impulsiona a buscar e investir em um curso livre de inglês. Entre os conceitos em foco, faz-se menção ao que se entende como língua franca, língua estrangeira e língua adicional, com base em Jordão (2014) e Ramos (2021), e em como esses termos aparecem nos documentos que definem as aprendizagens escolares essenciais (BRASIL, 2018; RIO GRANDE DO SUL, 2009; RIO GRANDE DO SUL, 2018). Em seguida, o foco incide sobre um dos estudos que versa sobre motivação para aprender uma língua adicional (DÖRNYEI, 1998). Entre outras reflexões, enfatiza-se também a noção de investimento, proposta inicialmente por Bourdieu (1986), ampliada por Norton Peirce (1995) e Norton (2000). Participaram da pesquisa quatro aprendizes adolescentes matriculadas em um curso livre de inglês e seus respectivos responsáveis. Os dados foram gerados com base nas respostas dos adolescentes a um questionário sobre o qual se manifestaram sobre seu contexto escolar e seu contato com a língua inglesa. Em seguida, cada aprendiz participou de uma entrevista semiestruturada, a partir da qual se obtiveram narrativas sobre o inglês em suas vidas, suas expectativas e percepções sobre a aprendizagem da língua inglesa na escola regular e no curso de inglês. Houve ainda entrevistas com os responsáveis por essas adolescentes, os quais também indicaram suas percepções quanto à língua inglesa para suas filhas, complementando os dados em foco. Os resultados indicam que há um investimento econômico e emocional da parte das aprendizes e de seus responsáveis em relação ao futuro das jovens. Em adição a isso, os contextos social e familiar parecem se relacionar com o investimento feito, indicando expectativas em relação ao aprendizado da língua no curso e na escola regular, como também no que esse aprendizado pode proporcionar.