A sexualidade de pessoas com transtornos mentais: percepção dos profissionais de um centro de atenção psicossocial
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O presente artigo teve como objetivo compreender de que forma os profissionais de um Centro de Atenção Psicossocial (CAPS II) percebem e trabalham a sexualidade dos usuários, apontando as percepções e dificuldades encontradas. Para tanto, foi realizada uma pesquisa qualitativa, de cunho descritivo-exploratório, através de uma entrevista semiestruturada e um questionário sociodemográfico com 10 profissionais de um CAPS II. As entrevistas foram gravadas, transcritas e posteriormente discutidas teoricamente. Os resultados apontam que grande parte dos profissionais refere trabalhar a sexualidade com os usuários, porém ainda percebem a temática como um grande tabu. Também afirmam que a sexualidade dos usuários é pouco discutida e pouco problematizada junto à equipe. Algumas falas também revelam despreparo e fuga do tema, sinalizando que alguns profissionais não se sentem preparados para abordá-lo. Pode-se considerar que os profissionais possuem preconceitos e crenças a respeito da sexualidade de pessoas com transtornos mentais que precisam ser desconstruídas. Para tanto, sugere-se espaços legítimos de educação continuada e permanente para os trabalhadores, visando promover reflexões e discussões aprofundadas a respeito da temática da sexualidade, promovendo um cuidado qualificado às pessoas com transtornos mentais.
