“A introdução de raças differentes deformando o typo que deve prevalecer”: a raça amarela no Boletim de Eugenía (1929-1933)
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Esta pesquisa tem como objetivo investigar a presença do discurso eugênico na sociedade brasileira no que se refere à questão racial, enfocando, em particular, a raça amarela a partir da análise do Boletim de Eugenía no período entre 1929 e 1933, recorte temporal da existência do periódico. A elaboração de discriminações raciais com relação aos amarelos, neste estudo, de etnia chinesa e japonesa, passou pelas discussões científicas, intelectuais e políticas no decorrer do final do século XIX e início do XX. Sendo assim, a escrita desta pesquisa foi mobilizada pelo questionamento de como raça é construída socialmente para chineses e japoneses e como foi construído o discurso em torno destes agentes na história. Por isto, analisamos as teorias raciais, concebidas por ideólogos europeus, que foram reconfiguradas à luz da realidade nacional, e que justificavam propostas e implementações de medidas eugênicas contra a população. Logo, a principal análise está relacionada à maneira como a eugenia foi pensada para buscar resolver os problemas nacionais que, entendia-se, impossibilitavam o progresso e a modernização da nação, contribuindo, assim, na aproximação da história da imigração chinesa e japonesa à história da medicina, aos estudos das relações raciais e ao campo do pós-abolição.
