O estágio não obrigatório na Educação Superior: limites e possibilidades de uma prática formadora

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Autor(a)



Orientador(a)


Coorientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais

Agência de fomento

UNISINOS - Universidade do Vale do Rio dos Sinos
Resumo

O estágio supervisionado se apresenta como etapa obrigatória nos cursos de graduação superior, quando se fala em obtenção de títulos de bacharelado ou de licenciatura, em que figura como disciplina em um ou dois dos últimos semestres da graduação. Com duração de, em média, 200h, dependendo da matriz curricular do curso, a disciplina pode variar de acordo com a área de conhecimento. Por outro lado, há o estágio não obrigatório, ou seja, o estágio remunerado no qual o acadêmico se candidata a uma determinada vaga para cumprir de 4 a 6 horas diárias de jornada de trabalho. O prazo de duração é de 12 meses, podendo ser renovado por igual período. A atividade laboral é, normalmente, gerenciada por uma instituição integradora que faz a relação entre os acadêmicos, as instituições de ensino e as empresas. Partindo do pressuposto que o estágio pode reconfigurar as vidas acadêmica e social dos estudantes, o objetivo deste estudo foi demonstrar como o estágio não obrigatório impacta na formação social, acadêmica e profissional dos estudantes de baixa renda inseridos em uma Instituição de Educação Superior Privada situada em região de periferia do Distrito Federal. Para tanto, optou-se por uma estratégia metodológica de abordagem quantitativa e qualitativa e tipo descritivo que contou com a mediação de técnica de grupo focal, com a aplicação de questionário com questões fechadas. Percebeu-se, portanto, que o estágio não obrigatório, relevando os diversos contextos sociais, impacta significativamente na formação profissional do acadêmico.