Fronteira, ponte e rio: limites e passagens para diferentes atores em São Borja

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Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em Ciências Sociais

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

A presente tese objetiva compreender as dinâmicas existentes entre a fronteira, ponte e rio, mais especificamente, a fronteira entre as cidades de Santo Tomé - AR e São Borja - BR, a Ponte Internacional da Integração, e o Rio Uruguai, a partir da vivência de atores de diferentes escalas de representação que atuam na região. O estudo buscou estabelecer relações entre a polissêmica rede de conceitos sobre fronteira, escalas de atuação e os dados empíricos, bem como explorar, nas dinâmicas sociais de alguns atores regionais, os argumentos que sustentem a hipótese que, ao monopolizar o passo, ou seja, a passagem na fronteira, a Ponte Internacional da Integração transformou significativamente estas dinâmicas, trazendo uma nova lógica logística e econômica imposta. Para este estudo, optou-se pela abordagem da pesquisa qualitativa, de natureza aplicada, de caráter e objetivo exploratórios, tendo sido utilizadas técnicas de coleta de dados como levantamento bibliográfico, aliadas a registros e análise de diários de campo com observação participante e entrevistas em profundidade com dezoito atores multiescalares. Foram utilizados também registros fotográficos de campo, e, o recorte temporal foi do ano da tese e compreende o período entre 2017 a 2021, contudo, o material coletado reflete mais de oito anos de envolvimento do autor com o referido tema. As consequências destas mudanças são a esterilização das margens, visto que torna ilegal qualquer interação física que não seja pela ponte, e muito embora tenha trazido inegáveis benefícios para as comunidades do entorno, também trouxe prejuízos e sequelas para uma parcela significativa da população, os pescadores, chibeiros e ribeirinhos, e, em virtude do prazo de vinte e cinco anos estar se encerrando em breve, é possível repensar o modelo proposto.