A acessibilidade e o cooperativismo: avaliação pós-ocupação em unidades de atendimento de uma cooperativa de crédito no Vale do Rio dos Sinos-RS

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Programa

Agência de fomento

Resumo

O cooperativismo vem, desde seus primórdios, desempenhando um papel importante na promoção da dignidade das populações em vulnerabilidade social, neste contexto, já há mais de 100 anos, nasceu a cooperativa que é o objeto de estudo deste trabalho. A Cooperativa Alfa vem construindo sua história sobre as bases sólidas dos princípios do cooperativismo e hoje é uma instituição arraigada no cotidiano das comunidades onde está presente. Assim como a evolução vivenciada pela Cooperativa Alfa houve, também, evolução na legislação que versa sobre o tema e na forma como a sociedade enxerga as pessoas portadoras de deficiência. Há alguns anos, a indignidade e a reclusão eram a realidade mais provável às pessoas com deficiência, mas atualmente esta condição vem mudando e busca-se a cada dia mais a inclusão e autonomia das pessoas com deficiência nas atividades cotidianas. Muitos são os tipos de acessibilidade que podem ser fomentados por uma instituição, dentre estes tipos está a acessibilidade espacial, também chamada acessibilidade arquitetônica. A avaliação pós-ocupação das agências da Cooperativa Alfa foi desenvolvido através de visitas técnicas onde se comparou os requisitos normativos, presentes na NBR 9050:2020 (ABNT, 2020), com a realidade de cada uma das 5 agências analisadas. Aos colaboradores e coordenadores de núcleo destas 5 agências endereçou-se um questionário de múltipla escolha que permitiu avaliar o entendimento dos respondentes sobre o tema acessibilidade. Neste trabalho ficou evidenciado que há uma severa discrepância entre a avaliação técnica dos requisitos de acessibilidade e o entendimento dos habitantes contumazes da edificação (colaboradores e coordenadores de núcleo). Foi possível inferir que o impacto da falta de acessibilidade atitudinal pode ser sentido também na acessibilidade arquitetônica, sobretudo no interior das agências. As unidades de atendimento analisadas neste trabalho apresentaram relação direta entre o tempo decorrido desde a última reforma e as condições de acessibilidade nas edificações. As edificações analisadas, de uma forma geral, apresentaram apenas condições médias de acessibilidade para as pessoas com deficiência de locomoção. As adequações pertinentes à acessibilidade das pessoas com deficiência visual obtiveram as piores avaliações técnicas. Evidenciou-se a intenção de modernização da acessibilidade nas agências, entretanto existe um grande caminho a ser percorrido na busca pela irretocável acessibilidade arquitetônica. Esta busca jamais deve ser renunciada pois, segundo os princípios do cooperativismo, o sócio deve ser o foco de qualquer cooperativa, e para que este possa gozar plenamente dos seus direitos e deveres frente a cooperativa não pode haver qualquer tipo de entrave ou diferenciação entre as distintas características que formam a pessoa humana.