Políticas públicas nacionais em educação entre 1930-1945: a inspetoria municipal de educação de Rio Grande-RS

Carregando...
Imagem de Miniatura

Data de defesa

Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Humanidades

Programa

Programa de Pós-Graduação em Educação

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

Este trabalho aborda temática que conjuga políticas públicas e história da educação. Analisa de que forma a Inspetoria de Educação do Município de Rio Grande-RS foi implementadora das políticas educacionais entre 1930-1945. A geografia da região facilitou a instalação de um porto, tornando a cidade escoadouro da região sul do estado do Rio Grande do Sul. O afluxo de capitais estrangeiros no final do século XIX acabou criando relações diferenciadas das etnias com o poder público que refletiram inclusive na educação. No Período Vargas a primeira iniciativa relacionada à educação foi a criação do Ministério da Educação e Saúde Pública, seguida de uma reforma educacional. O civismo também foi prioridade nas políticas públicas educacionais varguistas. É característica do período Varguista a campanha de nacionalização do ensino, muito presente no Rio Grande do Sul nas regiões de colonização européia. A ênfase era nos conteúdos nacionais, em especial nas disciplinas de história e geografia do Brasil, bem como na língua portuguesa e no combate a ideias divergentes do ideal nacional. O trabalho do inspetor escolar era pautado por determinações políticas e inclusive ideológicas, próprias do período histórico. Controle, fiscalização e até punição sempre estiveram atrelados, ao longo da história educacional, à inspeção escolar. Dessa forma a inspeção escolar buscava exercer o controle através de fiscalizações sobre os agentes envolvidos na educação, bem como às instituições educativas, visando a efetivação, controle e regulação das políticas educacionais do período. As inspeções da Inspetoria de Educação de Rio Grande passaram a serem mais rigorosas, apontando falhas e cobrando as medidas sugeridas. Entretanto o inspetor não tinha poder de ação, ele apontava falhas e sugeria soluções, mas a palavra final era do prefeito. A busca pela ordem, pelo asseio e pela disciplina era constante, e tinha como foco o trabalho dos professores e a condução da escola, isso era verificado nas inspeções realizadas periodicamente. A Inspetoria de Educação buscava um equilíbrio entre as políticas educacionais e os vínculos na comunidade expressos nos exemplos apontados na documentação utilizada. Nos casos analisados ocorreu o uso diferenciado das prescrições nacionalistas da educação. Tal fato se deve aos vínculos com a comunidade e a busca pela manutenção do poder. Em Rio Grande a Inspetoria de Educação buscava manter um bom relacionamento com a comunidade, sempre que possível atendendo as suas demandas e visando um equilíbrio com as prescrições nacionais. O trabalho foi realizado com fontes primárias, que foram analisadas a partir da metodologia histórico-crítica.