Desempenho e diversidade de fungos em revestimentos de fachadas externas

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Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola Politécnica

Programa

Programa de Pós-Graduação em Engenharia Civil

Agência de fomento

CAPES - Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior
Resumo

Devido à fatores como a responsabilidade pelas condições de habitabilidade e estética, as fachadas são um dos subsistemas mais relevantes do edifício, possuindo elevados custos de manutenção e execução. O desenvolvimento biológico nestes elementos altera negativamente a estética do edifício, podendo causar a biodeterioração de seus materiais. Além do papel decorativo, tem-se percebido um aumento no interesse da função protetora das tintas, que são aplicadas com o intuito de preservar a superfície das edificações expostas ao intemperismo. Esta pesquisa teve por objetivo continuar o estudo realizado por Labres (2019), analisando o desempenho de duas tintas comerciais aplicadas em quatro fachadas externas com orientações norte e sul, quanto à proliferação de fungos entre 30 e 400 dias de pintura. Os fungos presentes nas superfícies foram coletados, cultivados e identificados através de técnicas de microscopia e sequenciamento de DNA. Microscopicamente identificou-se 12 gêneros nas amostras coletadas. Das amostras sequenciadas, obteve-se 75,86% de acerto ao comparar tais identificações por imagem com os resultados de sequenciamento, possibilitando adicionalmente, o reconhecimento de 6 novos gêneros não identificados morfologicamente. Durante os 400 dias de pintura, encontrou-se os gêneros: Acremonium, Alternaria, Aspergillus, Beauveria, Candida, Cercospora, Cladosporium, Curvularia, Fusarium, Mycelia Sterilia, Neocucurbitaria, Nigrospora, Phanerochaete, Pithomyces, Penicillium, Talaromyces, Trichoderma e Tripospermum. As maiores abundâncias foram mensuradas no verão, e cada coleta apresentou riquezas similares. Ao comparar os prédios, orientações e estações, percebe-se que existem diferenças significativas com maior abundância de gêneros no tratamento ST (Sem Tinta) em relação à TB (Tinta B). Na análise dos maiores índices de diversidade, os menores valores ocorreram no inverno, orientação sul tanto para ST quanto TB. Os melhores modelos lineares generalizados também apresentaram menores diversidades para TB com biocida, indicando melhor qualidade (ou melhor desempenho) desta em relação a TA (Tinta A), sem biocida.


Tema (CNPq)

ACCNPQ::Engenharias::Engenharia Civil

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Dissertação

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