Arquitetura residencial multifamiliar mais saudável: proposição de um Guia Orientativo composto por diretrizes projetuais saudáveis
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Os espaços residenciais apontam para um novo desenho, baseado na relação mais humana com o usuário, em que o foco no bem-estar físico e emocional dos mesmos, deve ser valorizado durante a concepção arquitetônica do empreendimento. Essa maneira de pensar, está mudando o olhar sobre a arquitetura residencial, auxiliando na construção de um novo paradigma de habitações mais saudáveis. Neste sentido, a arquitetura residencial deve ultrapassar a composição técnica, simples e formal dos ambientes, sendo necessário a busca por alternativas e instrumentos para aprimorar a qualidade das habitações. Dessa forma, surge a necessidade de os projetos de arquitetura considerarem, antes de tudo, os indivíduos que neles habitarão, orientando e planejando espaços que facilitem sua vivência, em todos os aspectos, respeitando a individualidade e as particularidades de cada tipo de usuário. Tendo estes dados como pressuposto, investiga-se de que forma o ambiente construído pode contribuir para a promoção da saúde do usuário, em particular a empreendimentos residenciais multifamiliares. Com isso, o trabalho objetiva a criação de um guia orientativo compostos por diretrizes projetuais, a fim de auxiliar a que projetos habitacionais futuros sejam qualitativamente superiores aos atuais. Dessa forma, o conceito de arquitetura saudável, deve se tornar uma formalidade contida em normas, leis, regulamentos e nas concepções de profissionais responsáveis pelo projeto de ambientes habitacionais. Esta dissertação caracteriza-se como sendo uma pesquisa Design Research, alinhado a estratégia de pesquisa construtiva, visto que a mesma objetiva a solução de um problema real, através da criação de um artefato. Para tanto apoiou-se na literatura multidisciplinar do tema, tendo como referência as técnicas e instrumentos atualmente existentes, tais como a Certificação Well e o Selo Casa Saudável. Nas quais, buscou-se conceitos que devem ser incorporados aos projetos, a fim de mitigar os fatores de risco que afetam a saúde do usuário. Conclui-se então que o Arquiteto tem um papel fundamental na concepção de ambientes mais saudáveis, sendo assim, entende-se que a utilização do guia proposto servirá como base para o desenvolvimento de projetos residenciais multifamiliares saudáveis.
