“Os brancos não falam a verdade contra mim. Porque ele é homem e não havia de passar o trabalho que as fêmeas passam”: Maria Rita e a interseccionalidade na experiência de mulheres escravizadas (Comarca de Rio Pardo, século XIX)

Orientador(a) (dc.contributor.advisor)Moreira, Paulo Roberto Staudt
Coorientador(a) (dc.contributor.advisor-co1)Perussatto, Melina Kleinert
Lattes Coorientador(a) (dc.contributor.advisor-co1Lattes)http://lattes.cnpq.br/7800703938390342pt_BR
Lattes Orientador(a) (dc.contributor.advisorLattes)http://lattes.cnpq.br/7416066730700319pt_BR
Autor(a) (dc.contributor.author)Santos, Bruna Letícia de Oliveira dos
Autor(a) Lattes (dc.contributor.authorLattes)http://lattes.cnpq.br/4105563001753334pt_BR
Data de Disponibilização (dc.date.accessioned)2021-02-10T11:56:44Z
dc.date.available (dc.date.available)2021-02-10T11:56:44Z
Data da defesa / Data do evento (dc.date.issued)2020-06-17
Abstract (dc.description.abstract)The writing of this dissertation had the drive to question how gender is socially built for black women and how it was lived by these same women in History. We search to construct answers from analysis of criminal processes that involved enslaved black women at the county of Rio Pardo, state of Rio Grande do Sul, during the XIXth century through the relationship between gender, race, and judicial condition of enslaved women. In the gathering of sources and in the process of structuration of the research, the experience of Maria Rita - a black minanagô who lived her motherhood as a black woman under the judicial status of slavery – became the main focus of our historical inquiry. Maria Rita presented us with the intersections of the place that a woman had in that slave society. For many times, she was the mediator between two worlds, the enslaved and the one that did not recognize the impositions of slavery because of her African origin. Still, intersectionality was the key element across this study and was used in the analysis through different perspectives. Initially, we used it as a methodological tool to think about black women in historiographical researches. In this sense, the intersection between gender, race, and judicial condition has presented black women as an analytical category in the gender studies about slavery. Yet, with the focus of analysis in women, we perceive intersectionality as a living experience in a History bounded by the structure of slavery domination that exploited black women as enslaved workers that were constituted by the racialization of gender as the intersectional cornerstone of the system. And, by the movement and actions of women in the sense of preservation, the recreating and continuity of the humankind.en
Resumo (dc.description.resumo)A escrita desta dissertação foi movida pelo questionamento de como gênero é construído socialmente para mulheres negras e como foi vivido por estas mulheres na História. Buscamos construir respostas a partir da análise dos processos-crime que envolveram escravizadas na comarca de Rio Pardo, Rio Grande do Sul, durante o século XIX, através do estabelecimento de relação entre gênero, raça e condição jurídica na experiência de mulheres escravizadas. No levantamento das fontes e no processo de estruturação do trabalho a experiência de Maria Rita, uma preta mina-nagô que viveu a maternidade do lugar de sujeito mulher negra sob o status jurídico da escravização, se tornou condutora de nossa abordagem teórico-metodológica e histórica. A sua experiência nos apresentou as intersecções do lugar de mulher que ocupava naquela sociedade escravista, por vezes Maria Rita foi mediadora entre dois mundos: o escravizado e aquele onde as imposições da escravização não eram reconhecidas devido à sua origem africana. Assim, a interseccionalidade foi elemento chave ao longo do estudo e se apresentou na análise em diferentes perspectivas. Inicialmente a utilizamos como ferramenta metodológica para pensarmos mulheres negras nas pesquisas historiográficas. Neste sentido, os cruzamentos entre gênero, raça e condição jurídica nos informaram a mulher negra como categoria analítica no campo dos estudos de gênero sobre a escravização. Contudo, com o foco de análise nas mulheres, percebemos a interseccionalidade como experiência vivida na História, conformada pela estrutura de dominação escravista específica para a exploração de mulheres negras como trabalhadoras escravizadas, constituída pelo gênero racializado como pilar interseccional do sistema. E pelo movimento das próprias mulheres no sentido de preservação, recriação e continuidade de humanidade.pt_BR
Agência de fomento (dc.description.sponsorship)CNPQ – Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológicopt_BR
URI (dc.identifier.uri)http://www.repositorio.jesuita.org.br/handle/UNISINOS/9525
Idioma (dc.language)pt_BRpt_BR
Nome da instituição (dc.publisher)Universidade do Vale do Rio dos Sinospt_BR
País da Instituição (dc.publisher.country)Brasilpt_BR
Departamento (dc.publisher.department)Escola de Humanidadespt_BR
Sigla da Instituição (dc.publisher.initials)Unisinospt_BR
Programa (dc.publisher.program)Programa de Pós-Graduação em Históriapt_BR
Direitos de acesso ao documento (dc.rights)openAccesspt_BR
Assunto (dc.subject)Interseccionalidadept_BR
Assunto (dc.subject)Experiênciapt_BR
Assunto (dc.subject)Gênero racializadopt_BR
Assunto (dc.subject)Mulheres negraspt_BR
Assunto (dc.subject)Maternidadept_BR
Assunto (dc.subject)Intersectionalityen
Assunto (dc.subject)Experienceen
Assunto (dc.subject)Gender-racializeden
Assunto (dc.subject)Black womenen
Assunto (dc.subject)Motherhooden
Tema (CNPq) (dc.subject.cnpq)ACCNPQ::Ciências Humanas::Históriapt_BR
Título (dc.title)“Os brancos não falam a verdade contra mim. Porque ele é homem e não havia de passar o trabalho que as fêmeas passam”: Maria Rita e a interseccionalidade na experiência de mulheres escravizadas (Comarca de Rio Pardo, século XIX)pt_BR
Tipo de arquivo (dc.type)Dissertaçãopt_BR

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