Convergência de Normas Contábeis no MERCOSUL e na Comunidade Andina: um estudo em empresas industriais de capital aberto

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Autor(a)



Orientador(a)


Título do periódico

ISSN

Título do volume

Nome da instituição

Universidade do Vale do Rio dos Sinos

Departamento

Escola de Gestão e Negócios

Programa

Programa de Pós-Graduação em Ciências Contábeis

Agência de fomento

URCAMP - Universidade da Região da Campanha
Resumo

O presente estudo investiga o nível de convergência de práticas contábeis em empresas industriais dos países do MERCOSUL e da Comunidade Andina. Partindo de uma base teórica com a qual se identificou o atual estágio de adoção das Normas Internacionais de Contabilidade, nos países destes dois blocos econômicos, foi possível comparar a convergência normativa com a prática contábil. Para tanto, analisou-se a mensuração e a evidenciação dos principais elementos patrimoniais numa amostra de trinta empresas industriais, nos países destes dois blocos econômicos sul-americanos. A amostra foi escolhida por critérios de intencionalidade e acessibilidade, sendo os dados obtidos a partir das páginas web dos órgãos nacionais encarregados de controlar e fiscalizar os mercados de capitais, em cada um dos países pesquisados. Os dados coletados foram submetidos à análise descritiva, para elaboração de quadros-resumos relativos às práticas contábeis das empresas de cada país, no que concerne à mensuração e evidenciação dos seguintes elementos patrimoniais: Contas a Receber de Clientes (Receitas), Estoques, Investimentos, Imobilizado e Intangível. As análises realizadas possibilitaram que se identificasse o atual estágio de convergência em termos de normas e práticas contábeis, nos dois blocos econômicos. Em geral, observou-se que a prática contábil, nas empresas pesquisadas, ainda é muito heterogênea nos diferentes países. Enquanto que, em alguns países, constatou-se convergência quase total às normas internacionais emitidas pelo IASB, em outros, este processo parece distante. Observou-se também que a adoção das normas internacionais não significa a observância e a convergência na prática. Por fim, foi possível perceber que há ainda um caminho a percorrer, para que, nos países do MERCOSUL e da Comunidade Andina, as práticas contábeis estejam completamente harmonizadas, convergindo aos padrões de contabilidade internacionalmente aceitos.