Português e Hunsrückisch - um estudo de caso de 4 gerações de uma mesma família
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Atualmente, o Brasil adota uma política bilíngue, tendo português e LIBRAS (Língua Brasileira de Sinais) como línguas oficiais (2002). Além dessas, várias outras línguas de imigração e indígenas são utilizadas pelos brasileiros, as quais são consideradas minoritárias. Na cidade de Nova Petrópolis, é comum encontrarmos falantes da variedade alemã Hunsrückisch, que é preservada na cidade desde a chegada dos imigrantes alemães. Tendo isso em vista, esta pesquisa busca analisar aspectos sobre o uso e a manutenção do Hunsrückisch em 4 gerações de uma mesma família neo-petropolitana. Os objetivos da pesquisa também são identificar as experiências que estes falantes têm com a variedade alemã e com o português, entender como eles interagem com os dois idiomas e identificar fatores sobre o bilinguismo destes integrantes. Pesquisadores e autores da área, como Baker (2001), Harding-Esch e Riley (2003), King e Mackey (2007), Mané (2012), Myers Scotton (2006), entre outros, serviram como base da pesquisa. Os resultados da análise apontaram que nessa família o uso do Hunsrückisch foi diminuindo de geração para geração, mantendo-se o idioma ativo, mas em diferentes níveis de competência e uso, até a terceira geração. Ademais, de acordo com os resultados e com os entendimentos dos participantes, o futuro da variedade alemã é incerto nesta família, assim como na cidade de Nova Petrópolis.
